07/06/2017 - HGG celebra Dia do Meio Ambiente com palestra sobre resíduos sólidos e entrega de mudas



Engenheira ambiental destacou a necessidade da conscientização e responsabilidade de cada um na geração de lixo, seja em casa ou no trabalho

Diariamente, o Brasil descarta cerca de 80 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos de forma inadequada, número que corresponde a mais de 40% do lixo coletado. Sabendo desta triste realidade, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o Hospital Alberto Rassi – HGG recebeu nesta terça-feira, 6 de junho, a engenheira ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SECIMA), Adjane Oliveira, para a palestra Os desafios do gerenciamento dos resíduos sólidos.

No conteúdo ministrado aos colaboradores, a palestrante explicou que o aumento da geração de resíduos sólidos nos últimos anos se deve principalmente a fatores como o aumento da população, maior consumo de produtos e serviços e, consecutivamente, dos recursos naturais do planeta e o aumento da poluição, que também gera resíduos frutos do tratamento da água, do solo e incineração de detritos. Em média, uma pessoa gera por dia de 1kg a 1,2kg de resíduos. A poluição é a degradação das características físicas ou químicas do ecossistema, seja pela remoção ou adição de substâncias, podendo elas ser resíduos sólidos, efluentes (resíduos líquidos), ruídos e vibrações e radiação.

Adjane Oliveira ressaltou ainda o dever das empresas da área de saúde em terem seus Programas de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Unidade de Saúde (PGRSS), assim como o HGG, que define a segregação, armazenamento e transporte adequado de todo o resíduo gerado por elas até o seu destino final realizado por empresas especializadas contratadas. Esse lixo é divido em resíduos infectantes e químicos e comuns, sendo que os dois primeiros tipos são incinerados, atendendo a legislação, e o comum recebe o mesmo tratamento dos resíduos domésticos.

Como um grave exemplo da não responsabilidade com a destinação correta dos resíduos sólidos provenientes de hospitais, clínicas e afins, ela lembrou o acidente com césio-137, que este ano completa 30 anos e foi o maior acidente nuclear em área urbana do mundo. Como consequência, além das centenas de vítimas contaminadas, o abandono do aparelho de raio-x, que continha uma única cápsula com césio-137 gerou mais de 6 mil toneladas de lixo (roupas, utensílios, materiais de construção e outros), material que está confinado em 1.200 caixas, 2.900 tambores e 14 contêineres (revestidos com concreto e aço) em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, onde deve permanecer por aproximadamente 180 anos.

A engenheira ambiental, também mencionou a importância do acondicionamento e descarte apropriado de materiais perfurantes, que gera riscos a quem faz o recolhimento desses resíduos, assim como o de medicamentos vencidos, que, se em contato com o solo e água geram contaminação.

Ela destacou a importância da educação ambiental e do reforço constante para a mudança de atitudes do cotidiano, seja em casa ou no trabalho. “Em qualquer ambiente a gente gera resíduos, seja na prestação de servidos, na produção de bens ou no dia-a-dia na nossa casa. E nós podemos contribuir com o meio ambiente diminuindo o volume de resíduo que geramos a partir de atitudes simples diárias. Mas a maioria das pessoas não sabe onde pode mudar, por isso a importância da educação ambiental. Com palestras e a partir da pratica é que e aos poucos as pessoas vão notando como essas atitudes simples fazem a diferença”, explicou Adjane, dando entre outros exemplos, a de uma composteira que se pode ter em casa e é uma ótima opção para o destarte de material orgânico.

Distribuição de mudas
Como parte da comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho, o HGG realizou também a distribuição de mudas de ipê rosa nesta segunda e terça-feira, 5 e 6 de maio, aos pacientes que receberam alta. A ação foi realizada em parceria com a Saneago, que cedeu as mudas. Cerca de 30 plantas foram distribuídas nos dois dias.

A paciente Maria Zélia foi a primeira a receber sua muda de ipê, na segunda-feira. Ela elogiou a ação e disse que tinha um incentivo a mais pra melhorar em casa. "Achei isso maravilhoso. Nada melhor do que já levar uma plantinha para ajudar na recuperação. É sinal de vida, de que vai dar tudo certo!", disse animada.

Thiago Antônio Gomes também ganhou sua planta no momento da alta. "Gostei muito, achei interessante. Quando chegar em casa já vou plantar e esperar que se torne uma bela árvore", comentou.




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