29/06/2017 - Palestra no AMA alerta sobre excessos alimentares nas festas juninas



Nutricionista do HGG falou das melhores opções de consumo entre as comidas típicas e deu dicas para torná-las menos calóricas

Mês de junho e é impossível não pensar em festa junina. Pensando nisso, a gerente de Nutrição do Hospital Alberto Rassi - HGG, Valéria Souza, ministrou nesta quarta-feira, 28 de junho, no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), palestra com o tema: Comidas de festa junina: como não abusar. A nutricionista citou algumas boas e saudáveis opções de consumo e dicas para torná-las menos calóricas, como o milho cozido ou assado, que não deve levar manteiga, que dobra o valor calórico do item. Outro importante ponto é o sal, que deve ser colocado em pouca quantidade ou não utilizado por aumentar a pressão arterial.

Outra comida típica das quadrilhas, a canjica, também é uma sugestão da profissional, contudo sem amendoim e com pouco açúcar. Sobre o amendoim, presente na paçoca e no pé-de-moleque, ela lembrou que o ingrediente não é indicado aos pacientes com gota ou ácido úrico em excesso por ele ser rico em purina, que eleva os níveis de ácido úrico no organismo, podendo causar a gota. Além disso, o pé-de-moleque é proibido aos diabéticos por ter a rapadura em sua composição. “Não dá pra comer tudo, o ideal é escolher quais alimentos você irá consumir. É importante lembrar que todos os alimentos farináceos têm açúcar”, destacou.

Para esquentar a noite de arraial, a nutricionista deu a receita de um quentão sem álcool, que leva apenas cravo, canela, gengibre, caldo de limão e de laranja. Valéria recomendou ainda a preferência por alimentos integrais no lugar dos refinados, como o açúcar, a farinha e o sal, dando como boas opções o uso da rapadura moída para adoçar - em pequena quantidade -, e que possui um alto teor de ferro auxiliando no combate à anemia.

Outra receita que chamou a atenção dos pacientes que assistiam à palestra foi de um tempero natural que ajuda a reduzir a quantidade de sal colocada na comida. A receita é simples e leva uma colher de sopa de sal grosso e 3 colheres de sopa dos seguintes itens secos: cebola, alho, orégano, alecrim e manjericão, que devem ser batidos no liquidificador e o tempero guardado em um pote. O motorista aposentado João de Paula, de 62 anos, saiu com a receita na mão anotada em um papel. “Eu tenho pressão alta e vou fazer essa receitar para tentar diminuir a quantidade de sal”.

Já o professor de inglês Ronaldo Adriano Linhares, de 38 anos, esclareceu com a nutricionista a sua dúvida sobre os tipos de adoçantes e de sal hoje vendidos no mercado. “Não imaginava que a gente podia não usar o sal. Tudo que a gente come tem sal e até alimentos que achamos que não têm, possuem um pouco de sódio”, comentou o professor.




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