29/06/2017 - Centro de Recuperação Vida Nova recebe projeto Solidariedade.ponto.com



Durante todo o dia, internos receberam orientações e auxílio dos colaboradores voluntários do Idtech para navegarem na internet, fazer e-mail e perfil no Facebook. Alguns tiveram contato pela primeira vez com o computador

O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) realizou na última quarta-feira, 28 de junho, mais uma edição projeto Solidariedade.ponto.com que promove inclusão digital a jovens e adultos assistidos por instituições carentes. Desta vez, a equipe formada por colaboradores do Idtech levou computadores e proporcionou alguns momentos de interação com a rede aos internos do Centro de Recuperação Vida Nova, instituição que atende cerca de 60 jovens e adultos para a superação e o abandono das drogas.

Durante todo o dia, os internos receberam orientações e auxílio dos colaboradores voluntários os ensinando a navegar na internet, fazer cadastro de e-mail, perfil no Facebook ou a acessarem informações e sites de interesse dos mesmos. Teve quem se atualizou dos últimos sucessos do YouTube, jogou online ou ainda conferiu os concursos públicos disponíveis. As interações duravam em torno de 20 minutos e ao longo do dia os internos foram se revezando nos três computadores levados pela equipe da Assistência de Tecnologia da Informação (Astec) do Idtech.

Para o auxiliar de contabilidade, Rodrigo Olímpio de Lima, de 30 anos, o momento foi para matar a saudade. Internado há uma semana no Centro, Rodrigo convive com a falta dos dois filhos, uma menina de cinco anos e um menino de 12 criados por ele, já que a esposa o abandonou há alguns meses em decorrência do seu uso de drogas. “Eu já não via minha filha há um mês e nem me despedi dela, acho que está com minha irmã. Já o meu filho, falei com ele um dia antes. Choro todos os dias pensando neles”, confessou Rodrigo, após ter acessado o Facebook do filho, visto suas fotos e deixado uma mensagem carinhosa.

Há quatro meses na instituição, o interno Ricardo Antônio de Oliveira já atua como monitor e acredita que a ação é importante para disseminar o conhecimento. “Muitas pessoas não sabem nem ligar a máquina, algumas viram um computador pela primeira vez hoje!”, contou, explicando que na casa os internos não têm acesso ao telefone e nem ao computador, estando entre os favoritos a entrada no Facebook. “Eu mesmo não tenho ainda, quero fazer hoje o meu”, acrescentou.

Este foi o caso do pintor Rubens Caetano, de 52 anos, que só cursou até o 1º ano do ensino fundamental e nunca havia mexido em um computador antes. Em Goiânia há 14 dias, Rubens veio do município mineiro de Caratinga para se tratar no Centro de Recuperação. No tempo em que ficou frente a frente com a máquina, entrou no site de uma rádio da sua cidade. “Queria mandar uma mensagem para lá, mas não consegui, mas ainda sim eu adorei ter mexido no computador”, avaliou Rubens, que pretende ficar na capital caso consiga algum trabalho aqui.

A Polícia Civil (PC) também foi parceira do evento realizando uma palestra em celebração ao Dia do Combate às Drogas. Parte do Projeto Escola Sem Drogas, a assistente de gestão da PC, Janaína Matiazzo, e a auxiliar de autópsia da PC, Sirlaine Viana da Silva, ministraram a palestra “As consequências das drogas”. As profissionais falaram sobre as influências biológicas, ambientais e culturais que levam ao consumo e dependência das drogas, destacando que na maior parte das vezes o uso começa pelas lícitas, como álcool e cigarro. “O que é costume é cultural e influencia no uso, mas a gente não precisa seguir a regra e fazer o que todos fazem”, disse Sirlaine, referindo-se à convivência com pais e amigos que usam álcool ou drogas.

A gerente de assistência social do Idtech, Sandra Costa, avaliou a ação como extremamente produtiva, pela interação e integração do grupo juntamente com os voluntários. “Os internos tiveram oportunidade de contar suas histórias de vida, que são tristes e muitos difíceis. E o acesso aos computadores proporcionou a muitos o contato com os familiares pelas redes sociais, como um dos internos que não via a filha há dois anos e ficou muito emocionado, e outro que pode mandar um recado para a esposa. Eles ficaram muito felizes com a ação e para nós é um resultado muito gratificante”, contou a assistente social.




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