20/07/2017 - Importância da adesão ao tratamento é tema de palestra no AMA



Psicóloga fala a pacientes como aceitação da doença, sequência das terapias médicas, mudança de hábitos e apoio da família são fundamentais para sucesso dos tratamentos

A aposentada Enedina Rodrigues Moreira dos Santos, de 70 anos, vem semestralmente de Campos Belos de Goiás à Goiânia para suas consultas no Hospital Alberto Rassi – HGG. Ela sabe a importância da ida regular ao médico, da realização dos exames solicitados e de seguir corretamente os tratamentos indicados. “Tenho diabetes, problema de tireoide e pressão alta, além de um marca-passo” conta a idosa, relembrando que já ficou inclusive em coma por uma parada cardíaca. “Sigo todas as orientações certinhas, se não fossem os meus tratamentos eu com certeza não estaria aqui!”, reconhece.

Enedina foi uma das pacientes que se identificou com o tema da palestra ministrada nesta quarta-feira, 19 de julho, no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) pela psicóloga Cláudia Cezar Ferreira com o tema ‘A importância da adesão aos tratamentos’.

A profissional iniciou o conteúdo explicando sobre as cinco fases que podem passar um paciente que descobre uma doença grave: a negação, a raiva, a barganha, a depressão e aceitação. Citou ainda os perfis de paciente, o que segue à risca o tratamento, mudando hábitos e inserindo atividades benéficas à saúde; aquele que aceita, segue o tratamento, mas que não muda sua rotina, continuando beber ou sendo sedentário; e o que não dá importância ao diagnóstico, rasga a receita e não realiza tratamento algum.

Um dos pontos fundamentais destacados pela profissional é o apoio da família, a mudança na rotina da casa, como por exemplo, nas refeições, em situações em que sejam necessárias grandes restrições ao paciente, e hábitos do lar, para o incentivo à sequência efetiva do tratamento.

Saber qual é o seu problema, o que o causou, esclarecer todas as dúvidas com o seu médico e ainda sobre as etapas do tratamento e possíveis efeitos colaterais foram outras orientações da palestrante, que ressaltou ainda a importância de buscar por um profissional de psiquiatria ou psicologia para auxiliar o paciente a lidar com a doença em casos de desânimo, abatimento ou depressão.

A aposentada Hildete Bonfim dos Santos de 74 anos, assistiu atenta à palestra e aproveitou para fazer uma pergunta à palestrante. “Achei muito bom o tema. Minha filha já teve depressão numa época em que esteve doente. Não queria ir ao psicólogo, mas depois que foi ajudou muito”, contou.

“O tema é muito importante porque diz respeito à condição clínica do paciente, de que forma ele receberá um diagnóstico e de que forma ele vai seguir com este tratamento e com a sua vida daí por diante. Sendo, às vezes, importante o apoio de um profissional de psicologia e psiquiatria durante este período”, explicou a psicóloga.




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