28/07/2017 - Saúde na Praça realiza 315 atendimentos no combate às hepatites virais



Evento foi realizado nesta sexta-feira, 28 de julho, e contou com testes rápidos para detecção das doenças e orientação de nutricionistas e gastroenterologistas

O Hospital Alberto Rassi - HGG realizou nesta sexta-feira, 28 de julho, mais uma edição do evento Saúde na Praça. Desta vez, o tema foi o Dia Mundial de Luta contra Hepatites Virais. Das 7 às 13 horas, foram oferecidos serviços gratuitos de aferição de pressão, testes rápidos de detecção de hepatite B e C, além de orientações com nutricionistas e gastroenterologistas, que informaram a população sobre alimentação saudável e como ela pode ser utilizada para prevenir a doença. Durante todo o evento foram atendidas 315 pessoas.

Benjolina Batista da Silva, de 62 anos, ficou sabendo do evento pela televisão e decidiu comparecer para verificar se estava tudo bem com sua saúde. "A gente só tem certeza que está tudo bem depois que fazemos o teste. Valeu muito a pena vir aqui, porque vi que está tudo certo, não tenho nada, graças a Deus", comemorou. Eledirce Gomes da Silva, de 56 anos, aprovou a ação promovida pelo HGG. "Gostei muito! é uma grande oportunidade de verificarmos uma coisa que no cotidiano acabamos esquecendo", disse.

O técnico em enfermagem Rafael França, de 33 anos, também aproveitou para fazer os testes rápidos. "Esse evento é excelente! Vi na televisão e vim participar. Ações como essas são importantes porque a população precisa estar sempre informada", ressaltou.

O gastroenterologista do HGG Américo de Oliveira Silvério explica que as hepatites podem causar doença aguda ou crônica. Nos casos agudos, a pessoa fica amarela, com mal estar, fraqueza, e, em casos muito graves, podem ir a óbito. Na forma crônica, a hepatite pode evoluir para cirrose, ter sangramentos, varizes de esôfago e até mesmo câncer no fígado. "A hepatite é um processo inflamatório do fígado e pode ser causada por vários fatores, a maioria se cura espontaneamente. Nas hepatites virais, normalmente 90% dos casos são curáveis", destacou.

Américo ressaltou ainda que as pessoas que já tiveram hepatite com cura espontânea podem levar uma vida normal. Já os pacientes crônicos devem ter cuidados e atenção especial à saúde, como evitar álcool, controlar de peso e alimentação e não usar medicamentos sem orientação médica devido ao risco de sobrecarregar o fígado. O gastroenterologista destacou também os fatores de risco para contrair hepatite. "Pessoas que receberam transfusão de sangue, principalmente antes de 1983, que passaram por cirurgias ou tratamentos dentários, usuários de drogas injetáveis, pessoas tatuadas, que mantenham atividades sexuais de risco, ou que tenham histórico familiar de hepatite devem estar atentas, pois esses são fatores de risco para a doença", disse.




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