05/09/2017 - Esclerose Múltipla é tema de palestra no AMA



Residente de neurologia do HGG falou aos pacientes sobre a doença autoimune, ocorrências, seus sintomas e tratamento

A Esclerose Múltipla foi o tema da palestra realizada nesta segunda-feira, 4 de setembro, no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do Hospital Alberto Rassi – HGG, e ministrada pelo residente de neurologia, Vicente Mamede. A Esclerose Múltipla é uma doença inflamatória crônica autoimune. Entre os sintomas, alterações motoras e sensoriais, como pequenas turvações da visão, podendo, em casos evoluídos da doença, gerar fadiga crônica, perda prolongada da visão, desequilíbrios e tremores, que ocorrem em surtos que podem acontecer em qualquer momento.

Apesar de não serem conhecidas todas causas da doença, já sabe-se que na maior parte dos casos, a genética é a maior influenciadora, seguido de alguns estímulos ambientais, tais como o tabagismo, que aumenta em cerca de cinco vezes a probabilidade da doença, o alcoolismo, que dobra a incidência, ausência de vitamina D e obesidade, entre outros fatores. Em geral, a doença acomete pessoas jovens, entre 20 e 30 anos, e tem maior ocorrência em mulheres.

O profissional explica que a Esclerose Múltipla é uma doença não tão comum como muitas outras, mas é importante se atentar aos sintomas, em especial quem tem casos diagnosticados na família. “É sempre importante o paciente observar a questão da perda de visão ou de força, seja unilateral ou dos dois lados do corpo e de sensibilidade, que, quando são sintomas agudos nos fazem pensar mais em algo vascular, como um AVC, por exemplo, mas quando são subagudos, ou seja, que vão piorando ao longo de 2 a 3 dias, podem ser um surto de esclerose”, sinaliza, orientando o paciente com esses sintomas a procurar um neurologista ou pedir a indicação ao seu médico.

Vicente destacou ainda a importância do tratamento, reiterando que a doença não tem cura mas tem controle, com pacientes ficam anos sem surtos. “Se conseguirmos detectar no início da doença e controlar os surtos a pessoa vai ter uma vida normal, porque estaremos sempre atuando, mas a pessoa que já está debilitada por surtos passados, dificilmente conseguiremos reabilitar com fisioterapia e outras terapia”, pontuou.

Paciente do Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO) Isabel Cristina Guimarães, de 57 anos, já teve outras complicações de saúde, como lúpus e problemas pulmonares e atribui à sua condição de baixa renda e da falta de informação. “Esses esclarecimentos são muito bons, nós somos leigos. Eu já tinha ouvido falar de Esclerose Múltipla, mas a minha curiosidade é pelos vários problemas de saúde que já tive. Achei importante o assunto”, considerou, elogiando a palestra.





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