13/09/2017 - Palestra sobre Sepse celebra o Dia Mundial da doença e alerta pacientes



Inflamação generalizada do organismo contra uma infecção, a Sepse é uma das principais causas de mortes nas UTIs, risco que aumenta quando não descoberta e tratada rapidamente

Doença conhecida como infecção generalizada, a Sepse é uma inflamação generalizada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa inflamação pode levar a parada de funcionamento de um ou de mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente. O problema foi tema de palestra ministrada na última terça-feira, 12 de setembro, no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do HGG, em alusão ao Dia Mundial da Sepse, celebrado no dia 13 de setembro.

O conteúdo foi ministrado pelo médico residente de terapia intensiva, Guilherme Ferreira de Almeida, que explicou o que é a doença, principais sinais e sintomas que podem estar relacionados com a Sepse, afirmando que existe um desconhecimento muito grande sobre a doença por parte da população e através do conhecimento é possível identificar os sintomas iniciais de uma infecção grave.

Geralmente a sepse se caracteriza por febre alta que persiste ao longo dos dias, alterações na pressão arterial e frequência cardíaca, na contagem de células brancas do sangue e na respiração. “Atenção aos sintomas que sugerem Sepse, qualquer infecção, febre alta com piora do estado geral, com alteração do nível de consciência, como ficar mais sonolento e mais apático são sinais de que essa infecção pode estar complicando”, alertou Guilherme, ressaltando importância de não se automedicar em casa, o que pode esconder os sintomas e gerar uma piora no quadro.

Ele destacou que quando se fala em Sepse, tempo é vida e quanto mais cedo esse paciente procurar um profissional adequado ou chegar ao hospital, maiores serão as chances dele ter um tratamento com sucesso. “Infelizmente perdemos muitos pacientes no dia-a-dia pelo diagnóstico tardio, por começar a usar o antibiótico tarde e iniciarmos as medidas necessárias ao tratamento correto do problema da infecção. Quando reconhecemos a Sepse no tempo adequado, bem no começo, nós conseguimos ter um sucesso de cura, principalmente no hospital. Infelizmente ela ainda causa uma mortalidade muito alta em nosso país, principalmente pelo diagnóstico tardio, pois as pessoas demoram a procurar atendimento médico e, quando optam, talvez já seja tarde”.

Enquanto aguardava para ser atendimento e entregar alguns exames, o aposentado Edson Pereira de Matos, de 68 anos, assistiu a palestra e achou o conteúdo muito válido para o seu estado de saúde. “Eu não conhecia sobre essa doença, eu nem sabia o que era, inclusive estou passando por uns problemas de saúde, como infecção de urina e provavelmente terei que operar em breve, por isso achei muito útil e quero explicar também para os meus familiares”, relatou após a palestra.

Ao final da palestra a gerente do Núcleo de Educação Continuada, Fabrícia Cândida, falou sobre a importância da correta higienização das mãos, principalmente para quem vai visitar um paciente no hospital, hábito fundamental para evitar esse tipo de infecção. Ela apresentou ainda ao público uma caixa simuladora de detecção de bactérias, mostrando através de luz negra como as bactérias não podem ser vistas a olho nu mas estão lá e fazendo um desafio para que a pessoas lavassem as mãos e olhassm novamente a fim de verificar se a lavagem foi correta.




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