28/09/2017 - Colaboradores do HGG participam de palestra sobre prevenção ao suicídio



Evento realizado nesta terça-feira, 26 de setembro, integra ações relacionadas ao Setembro Amarelo na unidade

Cerca de 60 colaboradores de diversas áreas do Hospital Alberto Rassi - HGG participaram nesta terça-feira, 26 de setembro, da palestra "Setembro Amarelo, prevenção ao suicídio". O tema foi ministrado pela psiquiatra da unidade Rachel Campelo, que falou sobre fatores de risco, diagnóstico e prevenção.

Rachel começou sua explanação apresentando dados sobre o contexto mundial, mostrando que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo e a cada 3 segundos uma pessoa tenta. Em números absolutos, o Brasil é o oitavo no ranking de suicídios e o primeiro na América Latina. A média é de 4,8 casos por 100 mil habitantes, número que, de acordo com a psiquiatra, ainda é pequeno devido às subnotificações.

Os colaboradores foram orientados sobre o que é necessário para uma escuta necessária do paciente com comportamento suicida. Entre eles estão a avaliação dos riscos e fatores a serem considerados no diagnóstico, como o desejo de morte, ideação suicida, humor deprimido, menos valia (sensação de que a vida não tem valor), e tentativas prévias de suicídio, considerado o principal fator.

A psiquiatra destacou que o atendimento do paciente com risco deve incluir a identificação do transtorno psiquiátrico associado e/ou doença física ou evento estressante, estratificação de risco (alto, médio ou baixo) para definição do local de tratamento adequado, definir tratamento inicial medicamentoso e/ou psicoterápico e encaminhamento para internação psiquiátrica ou ambulatório de saúde mental. “As pessoas que suicidam têm transtornos psiquiátricos, mas somente a presença dele não é suficiente para a realização do ato suicida. O problema acontece quando existem as comormidades, ou seja, associação de dois ou mais fatores, o que pode potencializar o risco”, explicou.

Para Rachel, falta investimento em pesquisas e ações públicas de prevenção ao suicídio, que podem ser universal (para toda a população), seletiva (para um grupo específico) ou indicada (exclusiva para um paciente). “Medidas de saúde pública têm eficiência comprovada na prevenção do suicídio. O treinamento da equipe de saúde é fundamental, como a identificação e tratamento de possíveis casos de suicídio na atenção primária e a preparação de profissionais de hospitais gerais e de emergência, que normalmente atendes estados graves de saúde pós-tentativas. Entretanto, o eixo principal deve ser o fortalecimento de vínculos entre órgãos públicos de saúde e a malha de atendimento permeável ao fluxo de pacientes com risco”, ressaltou.

Além do treinamento para profissionais da saúde, ações para prevenção na comunidade podem colaborar com a prevenção de suicídios. A psiquiatra destaca como fundamentais o treinamento de educadores, bombeiros e policiais; incentivo a igrejas para o reconhecimento de um comportamento suicida; instruções para a mídia e não proibição da abordagem do assunto; e incentivo ao Centro de Valorização da Vida (CVV).

Rachel destacou que o objetivo principal da palestra foi promover uma pequena capacitação para os profissionais do HGG estarem mais preparados para tratar e formar essa rede de atendimento. “É preciso saber reconhecer e encaminhar os pacientes com comportamento suicida. É de extrema importância que o profissional de saúde esteja capacitado para promover o tratamento”, disse.




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