19/10/2017 - Reumatismo é o tema da vez da palestra semanal do AMA



Especialista falou quais são as doenças reumáticas, seus sintomas e tipos de tratamento, tirando dúvidas de pacientes. Reumatologista ressaltou a importância de procurar um médico aos sintomas de dores

Nesta quarta-feira, 18 de outubro, o Hospital Alberto Rassi – HGG destacou o Reumatismo como tema da palestra de Promoção da Saúde realizada semanalmente aos pacientes do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA). O conteúdo foi ministrado pela residente em reumatologia Tainara Aires, que falou sobre o são e as principais doenças reumáticas, sintomas, tipos de tratamento, quando procurar um reumatologista e sobre a importância do diagnóstico precoce.

Doenças autoimunes, elas acometem normalmente as juntas, articulações, músculos, ligamentos e tendões, podendo ainda, caso não tratadas, afetar órgãos como o coração e os rins. Entre as mais conhecidas, a artrite reumatoide, artrose, fibromialgia, lúpus, gota e osteoartrose, entre outras. As doenças reumáticas são a segunda causa de gastos com auxílio-saúde no País por incapacidade, causada pelo seu agravamento. Ao todo, 12 milhões de brasileiros sofrem com o problema.

O reumatismo designa inúmeras enfermidades, chamadas doenças reumáticas, que englobam mais de 100 tipos, com sintomas e tratamentos diferentes, explicou Tainara. “Muitas pessoas falam que têm reumatismo, mas é importante que o paciente saiba qual o tipo de reumatismo que ele tem, até para informar outros especialistas do seu problema. Cada tipo tem um sintoma e um tratamento específico”, pontuou.

Genético, o reumatismo pode manifestar-se em pessoas de qualquer idade e sexo: crianças, jovens, adultos e idosos, e, diferente de outras doenças, que são consideradas silenciosas, as doenças reumáticas têm por característica dores agudas ou crônicas. Por isso, a importância de procurar um reumatologista nos primeiros sintomas, como dor nas articulações por mais de seis semanas, acompanhada de vermelhidão, inchaço, calor ou dificuldade de movimentos, ou um clínico geral para o encaminhamento para o especialista, que indicará o melhor tratamento, em alguns casos, em parceria com outros profissionais, como o ortopedista.

“As doenças reumáticas não têm cura, mas têm controle, por isso a importância de serem identificadas precocemente e feito corretamente o tratamento, podendo o paciente pode ter uma vida normal”, alertou a médica. É o caso da professora Kely Dayane Rodrigues de Carvalho, de 37 anos, que há 12 anos descobriu e faz tratamento para lúpus. “Faço tratamento no HGG com acompanhamento a cada três meses, tomo a medicação e tenho uma vida normal”, contou, julgando excelente o tema da palestra. “Achei muito interessante, quando cheguei, vi que ela estava falando sobre a doença e prestei a atenção. A gente fica muito curiosa e é a curiosidade é que faz com que a gente aprenda a vencer a doença”.




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