01/11/2017 - Nutricionista palestra sobre alimentação para pacientes com Alzheimer



Durante palestra no auditório do HGG, especialista falou sobre a alimentação adequada e prevenção da desnutrição em pacientes portadores da doença

Em mais um encontro dos familiares e cuidadores de pacientes com Alzheimer, promovido mensalmente na última quinta-feira do mês pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Regional Goiás, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG recebeu a nutricionista Kacielli Fillipini no último dia 26. Durante palestra no auditório da unidade, a especialista falou sobre a alimentação adequada e prevenção da desnutrição em pacientes com Alzheimer.

Kacielli explicou a importância da assistência multiprofissional, assim como o acompanhamento de um profissional de nutrição, por se tratar de uma doença progressiva que gera ao longo da sua evolução a dificuldade do paciente em se alimentar. “A nutrição pode facilitar essa alimentação e proporcionar uma qualidade nutricional ao paciente diante de algumas dificuldades, já que, muitas vezes, esse paciente vai desenvolvendo um certo grau de disfagia, ficando cada vez mais difícil ele alimentar-se com uma consistência normal com alimentos que estamos acostumados a comer no dia-a-dia”.

Destacou ainda que com o agravo da disfagia e a dificuldade de deglutição é preciso alterar a consistência dessa alimentação e, muitas vezes, é necessária ainda haver uma suplementação. “Toda vez que eu reduzo a consistência, eu tenho uma perda nutricional. Por isso é preciso complementar a alimentação de outras formas, pois é muito comum que haja desnutrição nesses pacientes, já que, pela dificuldade de mastigação e deglutição, ele vai comendo cada vez menos, o que, consecutivamente, gera uma perda de peso e quando ela demora a ser percebida, é mais difícil ser revertida”, pontuou.

Em estágios ainda mais avançados da doença a especialista recomenda a terapia nutricional enteral, o uso de sonda, como a mais indicada. “É necessário um acompanhamento nutricional para identificar as dificuldades em cada fase e poder atuar em cima disso para que não haja um prejuízo de estado nutricional, já que, se esse paciente perde peso e chega à desnutrição, tudo fica mais complicado, a cicatrização mais comprometida, ele passa a ter mais hospitalizações, se é diabético ou hipertenso, o controle fica mais difícil e até a medicação pode ser alterada, já que algumas são relativas ao peso”, esclarece.

A profissional falou ainda sobre nutrientes específicos importantes à prevenção da perda cognitiva, como a Vitamina D, a B12, o acido fólico, vitamina C e E e o selênio, todos presentes em boa parte dos alimentos que compõem uma alimentação balanceada. Além do Omega 3, substância fundamental na prevenção das doenças neurológicas, mas, por ser uma fonte mais escassa, presente principalmente nos peixes de água salgada, como atum, salmão e sardinha, normalmente requer uma suplementação.




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