01/12/2017 - Residente do HGG realiza pesquisa sobre qualidade do sono dos médicos da unidade



Trabalho é orientado pela preceptora da residência de Neurofisiologia, Giuliana Macedo. Formulários serão enviados aos médicos a partir do dia 5 de dezembro

O neurologista residente em Neurofisiologia Clínica do Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG Frederico Marques realiza uma pesquisa sobre a qualidade do sono dos residentes e preceptores da unidade de saúde. A investigação faz parte do seu trabalho de conclusão de curso da residência médica e é orientado pela neurologista, especialista em Medicina do Sono e preceptora da residência de Neurofisiologia do HGG, Giuliana Macedo, que é neurologista, neurofisiologista clínica, especialista em medicina do sono e mestre em neurologia pela Universidade de São Paulo (USP-Ribeirão Preto).

A pesquisa será realizada de 5 de dezembro a 31 de janeiro de 2018, via formulário de perguntas abertas e fechadas, com dez questões feitas com base no Índice de Pittsburgh e na Escala de Sonolência de Epworth. O link para o formulário será enviado via e-mail e Whatsapp para os 238 médicos residentes e preceptores e o profissional poderá escolher uma das plataformas para responder a pesquisa. A meta é divulgar o resultado do estudo no primeiro semestre de 2018.

Frederico, que atua na área de eletroencefalografia e epilepsia e agora estuda Medicina do Sono e Polissonografia, explica que o interesse da pesquisa é avaliar a qualidade do sono dos médicos do HGG. “O interesse em fazer um estudo sobre a qualidade do sono entre os médicos preceptores e médicos residentes da instituição surgiu porque os distúrbios são muito prevalentes e pouco diagnosticados e tratados”, destaca.

Conforme explica Giuliana, a pesquisa vai possibilitar ao médico o autoconhecimento da qualidade do sono, que muitas vezes não é levada em consideração. “A qualidade do sono do médico interfere na sua qualidade de vida e, por consequência, também no atendimento que ele presta para o paciente. De acordo com o último estudo Episono realizado do Instituto do Sono de São Paulo, 33% da população brasileira tem algum transtorno respiratório do sono. Quando se tem um distúrbio do sono, diretamente sua concentração e desempenho nas funções profissionais são afetados, o que interfere diretamente na qualidade do atendimento do hospital”, ressalta.

Para Frederico, a pesquisa é de extrema relevância para além do diagnóstico da qualidade do sono dos médicos do HGG, é também um trabalho científico feito dentro do hospital que deve ser divulgado e publicado em periódicos médicos. Giuliana ressalta que a pesquisa faz parte da linha de formação dos residentes dentro da unidade. “Temos sempre o interesse de incentivar os residentes à pesquisa, investigação e aprofundamento na área escolhida”, disse.





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