HGG recebe visita técnica para habilitação do Serviço de Transplante de Fígado



Comitiva da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde esteve no Hospital Estadual Alberto Rassi na última quinta-feira, dia 14 de dezembro

O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG recebeu na última quinta-feira, dia 14 de dezembro, a visita técnica da comitiva da Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde com o objetivo de verificar as condições da unidade para a realização de transplantes de fígado. Destaque na realização de transplantes renais, a previsão é que a portaria de habilitação do HGG seja publicada ainda neste ano.

Participaram da comitiva a técnica do Sistema Nacional de Transplantes, Schirley Batista Nascimento e o membro da Câmara Técnica Nacional de Fígado, Luiz Augusto Carneiro D’Alburquerque, que foram recebidos pela diretoria do HGG e equipe de transplante de fígado, liderada pelo cirurgião Claudemiro Quireze Júnior. A visita, que durou cerca de quatro horas, aconteceu em todos os setores envolvidos no transplante, desde a Central Humanizada de Internação até o Centro Cirúrgico e Ambulatório.

De acordo com Luiz Augusto, professor titular de medicina da Universidade de São Paulo (USP) e chefe de Transplantes do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas de São Paulo, o HGG está bem administrado. “Fiquei feliz pela estrutura que encontrei. Faremos uma série de relatórios, tanto analisando a parte técnica quanto a médica. Faremos pequenas recomendações, mas da minha parte o hospital está muito bom”, disse.

Segundo ele, o cenário de transplantes de fígado no país é positivo, mas ainda tem muito a ser melhorado. “O Brasil é o segundo país que mais transplanta fígado no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Os americanos realizam 7 mil transplantes, mas têm o dobro da nossa população. A expectativa é que no Brasil se faça 2.100 procedimentos em 2017. Na proporção americana, deveríamos estar fazendo 4 mil. Portanto, temos um volume total grande, mas ainda insuficiente”, explicou.

O médico destacou ainda que Goiás precisa aumentar o número de doações de fígado. Segundo ele, neste estado a proporção é de 10 doações para um milhão de habitantes, sendo que no Paraná, o número é de 40. Para o gerente da Central de Transplantes de Goiás, Fernando Augusto Ataíde de Castro, a habilitação do serviço no HGG vai contribuir com o aumento das doações.

“Até o mês de novembro captamos 36 fígados, que foram encaminhados para outros estados. São órgãos que poderiam ser aproveitados em Goiás. Temos capacidade para incrementar o sistema de transplantes e vemos o HGG como parceiro. A habilitação do serviço será uma grande contribuição para todo o processo, pois a população verá com maior credibilidade o sistema de transplantes e os órgãos não terão de ser deslocar para outro centro transplantador”, considerou.



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