18/01/2018 - Saúde na Praça e palestra no AMA estimulam pacientes a não descuidar da saúde nas férias



Ao longo da manhã, pacientes puderam aferir a pressão, fazer teste de glicemia e pegar orientações com profissionais. E no AMA, palestra falou dos perigos da automedicação

Na última quarta-feira, 17 de janeiro, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG promoveu duas atividades de promoção da saúde, com foco no tema “Não tire férias da sua saúde”. Das 7h às 12h, equipe de enfermagem e multiprofissional recebeu na Praça Abrão Rassi os participantes da primeira edição do projeto Saúde na Praça de 2018. Aferição de pressão, teste de glicemia, cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC), além de orientações com enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e médicos orientaram 220 pacientes que passaram pela tenda durante a toda manhã.

A dona de casa Aparecida Marques, de 40 anos, estava aguardando uma carona para a sua cidade e aproveitou para conferir a ação. “Tirei dúvidas sobre obesidade, pois eu estou com sobrepeso, passei pela médica, nutricionistas e estou aguardando para conversar com a equipe da fisioterapia. Achei ótima a ação!”.

Já no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), a farmacêutica Allyne Marques Ribeiro Ferreira, ministrou palestra com o tema ‘Os perigos da automedicação’. A profissional começou a apresentação destacando que a automedicação é a principal causa de intoxicação no Brasil. Explicou ainda o perigo do uso de antibióticos indiscriminados, pela possibilidade de resistência ao medicamento, um problema real já enfrentado pela indústria farmacêutica.

Lembrou ainda sobre outros riscos da automedicação, como a combinação de remédios sem prescrição, que pode gerar efeitos colaterais, a inibição de um ou de mais medicamentos e sobrecarga no fígado ou ainda reações alérgicas. E ressaltou que a automedicação de dores simples, como de cabeça ou estômago, pode mascarar os sinais iniciais de alguma doença ou problema mais grave.

“A automedicação está associada a vários riscos, pode principalmente levar a efeitos adversos graves e internações recorrentes. E é algo que acontece não apenas no Brasil, mas no mundo todo, principalmente pela dificuldade de acesso às instituições de saúde e pela pessoa confiar que determinado medicamento deu certo para um amigo ou familiar, logo, também irá dar para ela, o que é uma prática muito comum. Por isso a importância de desenvolvermos programas educativos que vão levar a essas pessoas que são desinformadas, que um medicamento que é vendido sem prescrição médica pode causar sim algum dano no organismo, e muitas vezes achamos que são leves e não vai acontecer nada”, ressaltou a farmacêutica.



Quer receber notícias e novidades do Idtech diretamente no seu e-mail?

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

© IDTECH - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS