14/12/2017 - Palestra no AMA aborda a questão da violência contra a mulher



Residente de Psicologia explicou as formas de violência contra a mulher, falou sobre o medo e o preconceito em denunciar e ainda sobre as redes de apoio à mulher

A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas, a cada 11 minutos, é cometido um estupro, a cada 90 minutos acontece um feminicídio, e por dia são relatados 179 relatos de agressão à mulher. Com estes tristes dados, a residente de Psicologia Thaynara Simei, começou palestra com o tema ‘Violência contra Mulher: o que é e o que fazer?’ ao público do Ambulatório de Medicina Avançada ( AMA) do HGG, nesta quarta-feira, 13 de dezembro.

A residente explicou que representa ‘violência’ à mulher qualquer ação ou conduta baseada no gênero que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado. Falou ainda que o medo, preconceito e a dependência financeira são grandes fatores para a não denúncia aos parceiros. “O medo ainda domina, pois há ainda há uma visão na sociedade de culpabilizar a vítima. Muita gente fala que a mulher apanha porque gosta, o que aumenta o receio dessa mulher que sofre violência a denunciar e de expor para a sociedade que ela está passando por uma situação de violência, e ainda o preconceito de como as outras pessoas vão reagir”, pontuou Thaynara.

Durante a apresentação, a profissional falou do disque 180, número para a denúncia de casos de violência contra a mulher, onde podem ser relatadas situações contra a própria autora da ligação ou ainda informar a suspeita de situações contra vizinhas, conhecidas, familiares e amigas. Ela lembrou que a ligação é gratuita e confidencial, o atendimento é 24 horas e todos os dias da semana, inclusive aos finais de semana e feriados, e recebe ligações de qualquer lugar do Brasil. Através dele a pessoa recebe orientações sobre como proceder em situações de violência. As acusações serão encaminhadas aos sistemas de segurança pública e ao Ministério Público do estado da vítima, que apurarão os fatos.

Thaynara falou ainsa sobre a Casa da Mulher Brasileira, que recebe não apenas a pessoa vítima de violência mas também os filhos e divulgou as delegacias especializadas no atendimento à mulher. “Hoje o Estado de Goiás é o 9º estado que mais tem homicídios de mulheres, então ter informação é importante para empoderá-las e para que elas entendam que estão passando por uma situação de violência, a quem recorrer e a rede de suporte que elas têm, via governo, Ministério Público, e que elas podem recorrer para poder sair dessa situação”.

A aposentada Antônia Célia Rosa Moreira, de 62 anos, esta entre o público que assistiu à palestra e falou sobre a importância de se falar desse tema. “Gostei muito, pois é importante falar disso, porque a onda da violência é grande e a mulher acha que não tem um recurso, mas tem um amparo e quem contar, mas para isso tem que denunciar, mesmo por pior que seja a situação”, considerou Antônia.



Quer receber notícias e novidades do Idtech diretamente no seu e-mail?

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

© IDTECH - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS