Nutricionista alerta sobre intoxicação alimentar em palestra no AMA



Contaminação pode ocorrer durante a manipulação, o preparo, na conservação e/ou armazenamento dos alimentos e pode causar sérios problemas de saúde

‘Quem nunca teve algum tipo de intoxicação alimentar na vida?’ com esta pergunta, a residente de nutrição Jhessika Ferreira Silva iniciou sua palestra nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, para os usuários do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do HGG. Com o tema ‘Intoxicação alimentar: como evitar?’, a profissional explicou que o problema ocorre quando há a ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias, vírus ou suas respectivas toxinas, por fungos ou por componentes tóxicos e produtos químicos. A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, o preparo, na conservação e/ou armazenamento dos alimentos.

Jhessika alertou que o cuidado deve começar nas compras. No supermercado, é importante se atentar para data de validade, aspecto dos alimentos resfriados, como cor e cheiro de carnes e frios, embalagens amassadas, rasgadas ou danificadas, além dos alimentos congelados estarem totalmente neste estado e não resfriados ou semidescongelados. Com frutas e verduras, a recomendação é a mesma para o mercado e a feira: observar o aspecto dos itens, se não há nada podre, e não provar nada no local sem higienização correta.

Em casa, a especialista indicou a melhor sequência para se guardar as compras: primeiro os frios e perecíveis, seguido de semiperecíveis como congelados e, por último, alimentos não perecíveis armazenados no armário. Ela falou sobre manuseio nas preparações, como não utilizar os mesmo recipientes e utensílios para os alimentos crus e cozidos; sobre porcionamento para congelamento, descongelamento e tempo de estocagem no freezer. E alertou ainda sobre a importância da higienização de frutas e verduras com água potável.

“Às vezes, ficamos muito desconfiados se a indústria e os órgãos sanitários estão tendo cuidado com os alimentos, mas tem coisas que nós podemos fazer em casa para interromper essa cadeia de contaminação e mesmo na matéria prima que vamos utilizar no preparo dos alimentos. “Um grande erro é misturar os alimentos crus com os cozidos, utilizando os mesmo utensílios ou não fazendo a higienização correta do ambiente e nem dos alimentos”, alertou a residente na palestra, que teve o acompanhamento da preceptora Cinthya Costa Braga.

Ao final da apresentação, a profissional respondeu a várias perguntas, entre elas sobre utilização do óleo de fritura, preparos prontos, tempo de congelamento e preparo de frango. A pedagoga Karina do Nascimento Costa Souza, de 37 anos, avaliou a palestra rica para todos que a assistiram. “Gostei muito, achei de suma importância não só para mim, mas para todos, porque, às vezes, uma pergunta que outra pessoa fez serviu pra matar uma curiosidade eu tinha e não havia perguntado”, considerou a paciente. “Esclarecemos o que é a intoxicação, os perigos dela e que não são só a diarreia e o vômito, mas pode levar à morte também. Ainda dei dicas sobre a compra do supermercado, de como levar uma boa matéria prima pra casa, e lá, como podemos evitar a contaminação desses alimentos”, finalizou a residente Jhessika.



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