Importância de uma vida sexual saudável é tema de palestra no AMA



Ginecologista e coordenadora do Núcleo de Orientação Interdisciplinar em Sexualidade – Nois do HGG, falou ao público como relações saudáveis proporcionam bem-estar ao individuo, que inclusive à saúde a os demais tratamentos

A palestra de promoção da saúde desta quarta-feira, 28 de fevereiro, falou de um assunto ainda tabu entre casais, mas principalmente entre as mulheres. Com o tema ‘Como vai sua vida sexual’ a ginecologista e coordenadora do Núcleo de Orientação Interdisciplinar em Sexualidade – Nois, Sandra Portela, falou ao público do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) sobre a importância de uma vida sexual saudável para o bem estar do individuo, que inclusive beneficia a saúde a os demais tratamentos.

A especialista destacou a necessidade de homens e mulheres terem conhecimento das diferenças entre seus corpos, seus mecanismos de prazer e a sexualidade de cada um para uma relação harmônica e saudável. “As maiores dificuldades que nós vemos aqui no ambulatório são, em sua maioria, por falta de entendimento. A mulher não sabe como o homem funciona e vice-versa, e um fica querendo que o outro funcione como ele próprio funciona, e aí é momento em que ocorrem as brigas e discussões”, explicou Sandra.

Entre as diferenças, não apenas as questões fisiológicas, mas principalmente no fator psicológico e cultural, é relacionada à educação. A psicóloga pontua que, grande maioria das mulheres tem uma educação muito rígida, que ensina às mulheres que o sexo deve ter unicamente como objetivo de constituição familiar, desestimulando o conhecimento do seu próprio corpo desde a infância, bem diferente do que ocorre com os homens. Mulheres com este perfil podem ter maiores dificuldades em desenvolver-se no sexo. “A falta de diálogo e de segurança com o parceiro, desconhecimento do próprio corpo e baixa autoestima são fatores influenciadores. A falta do orgasmo, em longo prazo, também pode comprometer o bem-estar da mulher, sua autoestima e a relação com o parceiro, que pode acabar esfriando”.

A ginecologista falou ainda sobre o Nois, explicando que o HGG oferece Ambulatório Sexual masculino e feminino, que pode auxiliar tanto no conhecimento de cada um sobre o seu corpo e seus processos sexuais, quanto no entendimento do casal. “As mulheres têm uma dificuldade maior de procurar ajuda, pois, uma grande maioria, mesmo tendo problemas na relação, como falta de prazer, de desejo pelo sexo e ausência de orgasmos, leva a vida tranquilamente, conseguindo, inclusive, tendo relações sexuais mesmo sem vontade. Já, como para o homem o sexo tem um peso maior. Há uma necessidade dele procurar ajuda”, esclareceu Sandra acrescentando que a procura por homens é muito maior do que das mulheres.

Aguardando por uma consulta, Luzinete Pereira da Silva, de 55 anos, ouviu atenta à palestra e perguntou à médica palestrante como poderia consultar-se no Ambulatório de Sexualidade do HGG. “Achei muito interessante, gostei e vou pedir um encaminhamento para o meu médico, pois eu preciso”, afirmou.



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