A arte como remédio no tratamento de saúde do HGG



Sob a orientação do professor Alexandre Liah, oficina de arte contou com a visita dos artistas plásticos Brenda Lee e Pedro Galvão

"A arte existe porque a vida não basta". A frase do poeta maranhense Ferreira Gullar pode servir de inspiração para explicar o trabalho feito no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG. Nesta última terça-feira, 20 de março, os pacientes e acompanhantes da unidade, participaram da oficina de arte ministrada pelo professor da Escola de Artes Visuais (EAV), Alexandre Liah, que contou ainda com a presença dos artistas plásticos Pedro Galvão e Brenda Lee.

A atividade, realizada no jardim da solistência, além de promover o bem-estar devido à proximidade com a natureza, faz com que os pacientes possam libertar pensamentos através da pintura, relembrar alegrias, seus sonhos e ainda revelar talentos que passavam despercebidos pela correria cotidiana.

O simples ato de colocar cor sobre a tela, misturar tintas e criar algo a partir de pensamentos é capaz de aliviar o estresse, a ansiedade e um pouco da saudade de casa daqueles que acabam ficando um longo período no hospital, seja por algum problema de saúde ou acompanhando um familiar. Foi o caso da dona Edlurdes Maria Nunes, de 62 anos, que está na unidade há dois meses e segue em recuperação após uma cirurgia. Lourdes conta que sente muitas saudades dos netos. “Pintei minha netinha, o meu netinho e a minha casa, que é onde eles vão todos os dias”, conta.

Valdivino Fernandes, de 62 anos, está no HGG há três dias devido à pneumonia e problemas de coração, e pôde relembrar a época que trabalhava com obras. Conta ainda que nunca tinha pintando, “pintura apenas de rolo de parede” diz, enquanto sorri. E fez questão de explicar cada detalhe da tela. “Aqui você pode subir para fazer manutenção da parte hidráulica e elétrica, entra por aqui. Se chama galpão. E daqui pra cima é a laje!”.

Além disso, os artistas plásticos Pedro Galvão e Brenda Lee marcaram presença para conhecer o projeto de perto. Brenda ficou encantada com a familiaridade dos pacientes com os pincéis, apesar de muitos nunca terem tido contato com a arte. “É muito gratificante chegar aqui e ver essas pessoas se distraindo com a pintura. E vemos que eles não são artistas, mas estão ali fazendo obras lindas como se já tivessem uma intimidade com as tintas”, conta Brenda.

Pedro ressaltou o papel da arte, em proporcionar momentos de felicidades para aqueles que necessitam. “Essa oportunidade é muito importante. Além disso, é uma forma de fazer com que eles se sintam melhor. A gente vê o sorriso, e a arte é que traz essa alegria”, diz o artista. Brenda Lee e Pedro Galvão participam da 15ª Edição do Projeto Arte no HGG, umas das iniciativas de humanização da unidade.



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