Exercícios físicos no retardo dos sintomas do Alzheimer é tema de palestra



Profissional, que atua há 20 anos com atividades física voltadas para a população idosa, compartilhou sua experiência com familiares e cuidadores da ABRAz

A importância da prática de atividades físicas por pacientes com Alzheimer foi o tema do encontro mensal da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Regional Goiás realizado no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG no dia 29 de março. A palestrante foi a professora de Educação Física e mestre em Ciências da Saúde, Ana Cláudia Costa de Souza. “Diversas pesquisas já comprovaram a eficiência e a importância de exercícios para a prevenção de demências”.

A profissional, que atua há 20 anos com atividades física voltadas para a população idosa, compartilhou sua experiência com familiares e cuidadores sobre um programa desenvolvido para pacientes com Alzheimer. Explicou que dentro do planejamento de cuidado do paciente, que inclui cuidados de higiene, alimentação e vestuário, deve existir também uma atenção para a movimentação, que deve começar ainda na primeira fase da doença, quando o paciente ainda tem preservadas a movimentação, a cognição e o comportamento. “Os exercícios quando realizados de forma correta na intensidade, na duração e no volume corretos contribuem para retardar os sintomas da doença”.

Ana Cláudia esclareceu ainda a diferença entre atividade física e exercício, já que o primeiro é aquilo que fazemos nos hábitos diários, como varrer a casa, realizar uma faxina, lavar um carro ou ir ao banco e à padaria. Já o exercício físico precisa ser na intensidade, frequência e volume programados, além de ter objetivo e fim. Ela recomenda 30 minutos de exercício com intensidade moderada, três vezes na semana.

Destacou que a prática de exercícios físicos, além de manter preservados o equilíbrio, a força e a coordenação motora, também auxilia no bom humor e na socialização deste paciente, já que promove a fabricação de alguns hormônios e neurotransmissores que favorecem o bem-estar e a sensação de prazer, prevenindo a depressão. Alertou ainda para a necessidade de adequação do plano na segunda e terceira fases. “Esses planos e projetos devem se adequar à capacidade que o paciente pode oferecer nessas novas etapas para que não haja frustração, porque a expectativa de quem faz é grande e o sentimento de quem não consegue executar também. Devemos ser realistas e, diferente da criança, em que temos um desenvolvimento intelectual, cognitivo, fisiológico e motor, devemos lembrar que no paciente de Alzheimer é ao contrário, existe uma involução dessas capacidades, e é necessário compreender isso e ofertar aquilo que lhe é adequado”.



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