20/04/2018 - Palestra no AMA orienta pacientes sobre o Parkinson



Em alusão ao Dia Mundial do Parkinson, palestra levou mais informações sobre o tema para pacientes que aguardavam por consultas

Nesta quarta-feira, 18 de abril, a residente de neurologia do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, Luana Duarte Lima, ministrou a palestra “Como viver bem com o Parkinson” no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) da unidade, em alusão ao Dia Mundial do Parkinson, comemorado em 11 de abril.

O HGG é um dos dois únicos centros públicos especializados no atendimento aos portadores da Doença de Parkinson no Estado de Goiás e realizou diversas atividades no hospital voltada para pacientes com a doença, na última semana, abordando sobre a qualidade de vida do parkisoniano.

A Doença de Parkinson é uma síndrome que se define pela presença de tremor de repouso, rigidez, lentificação dos movimentos e alteração do equilíbrio. Ainda não existe cura, e sim o tratamento para aliviar os sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida. A residente alerta ainda sobre medidas simples, como a alimentação saudável e prática de exercícios.

Segundo a profissional, é importante alertar a população sobre o tema, devido o Parkinson ser a segunda causa de doenças neurodegenerativas. “É sempre importante lembrar que não só o tremor é um sinal da doença. O Parkinson possui características próprias e outras doenças também podem apresentar tremores como sintomas. Além disso, pacientes com a doença apresentam a lentificação e rigidez que dificulta a realização de movimentos e a instabilidade postural, com tendência à queda. E quanto ao tremor do Parkinson, ocorre durante momentos de repouso e alguns pacientes com Parkinson podem até mesmo não apresentar tremores”, destacou.

Além disso, o Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas).

A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que os músculos realizam, graças à presença dessa substância no cérebro. Na falta dela, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos, como citados anteriormente, de lentidão motora, rigidez entre as articulações, tremores de repouso e o desequilíbrio. Comumente, a doença acomete o paciente por volta dos 60 anos.



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