Enfermeira ministra palestra ‘Alzheimer, uma doença neurodegenerativa’ para cuidadores e familiares



Palestrante abordou aspectos gerais do problema, evolução da doença e como agir em intercorrência fora da rotina

A enfermeira e socorrista Laiz Borges foi a palestrante do encontro mensal da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Regional Goiás realizado no HGG no último dia 26 de abril no HGG. Na palestra ‘Alzheimer, uma doença neurodegenerativa’, ela abordou aspectos gerais do problema, evolução e como agir e que medidas tomar em intercorrências fora da rotina, como convulsões ou um engasgamento, entre outros.

Laiz iniciou sua apresentação falando um pouco sobre o cenário mundial e do crescente envelhecimento da população brasileira, assim como mundial, já que de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2025, existirão 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos. Falou ainda sobre as principais demências ligadas à idade e que trazem prejuízo cognitivo, entre elas o Alzheimer, em primeiro lugar, a demência vascular, com corpos de Lewy, Parkinson e Frontotemporal. O Alzheimer acomete atualmente 5,6 milhões de pessoas no mundo e, no Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Foram abordadas as características iniciais da doença como: perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão e agressividade; intermediárias: como o agravo das limitações da fase inicial, incapacidade de realizar atividades domésticas sozinho, dependência na higiene pessoal e locomoção e alucinações; e avançado: total dependência e inatividade.

Por todos esses estágios, a profissional explicou que a qualidade de vida dos cuidadores e familiares está diretamente relacionada ao estresse, e que pode influenciar o cuidado a ser prestado ao paciente. “Mesmo uma família consciente de como será a evolução da doença, na prática é diferente, por estarmos lidando com uma pessoa que a gente gosta”, afirmou Laiz.

A enfermeira destacou ainda a importância dos grupos de apoio aos familiares e cuidadores. “Muitos sentem-se desassistidos devido à ausência ou ao reduzido apoio governamental, ou pela falta de estratégias específicas para esse cuidado, o que faz com que muitos se sintam inaptos ou esgotados no desempenhar do cuidado. Além disso, a evolução da doença é traumática, por isso é necessário que familiares busquem grupos de apoio que vivem essa realidade e as mesmas angústias, até como forma de troca de experiências, o que é muito válido”.



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