04/06/2018 - Uso excessivo de anti-inflamatórios é destaque em palestra do AMA



Palestra teve como objetivo ressaltar sobre os riscos do uso frequente do medicamento sem orientação médica


Nesta quarta-feira, 30 de maio, a residente em gastroenterologia do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, Andressa Tomé Rezende de Faria, ministrou palestra com o tema "Uso excessivo de anti-inflamatório pode prejudicar o aparelho digestivo" para os pacientes que aguardavam por consultas no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) da unidade. A palestra teve como objetivo ressaltar sobre os riscos do uso de anti-inflamatório e a importância do acompanhamento médico.

Os medicamentos anti-inflamatórios estão entre os mais utilizados no Brasil. Como não exigem receita médica e são eficazes no controle da dor, eles fazem parte do dia-a-dia para enfrentar dores de cabeça, nas costas e musculares. Mas existem muitos riscos quando são tomados frequentemente e de maneira excessiva, como problemas como gastrite, úlceras, insuficiência renal e hepatite medicamentosa.

Segundo a profissional, o efeito causado pelo medicamento no estômago ocorre devido ao aumento da produção ácida e da diminuição da formação do muco protetor da parede gástrica que causa a formação de úlcera e piora dos sintomas dispépticos (desconforto no abdômen, queimação). Quanto a outros órgãos, como os rins, a medicação pode levar à insuficiência renal devido à diminuição da circulação e, no fígado, causar inflamação. Além disso, depois dos vírus o uso excessivo do medicamento é a segunda principal causa de hepatite.

A profissional alertou ainda sobre uso do medicamento por pacientes que já convivem com alguma comorbidade, como hipertensão ou diabetes ou ainda pacientes em idade avançada em que a medicação é bastante nociva se usada de forma indiscriminada. E ressaltou que entre os medicamentos mais seguros, quando usados de forma correta, temos o dipirona e o paracetamol.

A paciente Cleide Maria Lemes, de 45 anos, que faz parte do programa PCCO há três meses e aguardava para fazer o risco cirúrgico, conta que não imaginava que o medicamento poderia ser tão nocivo à saúde. “Eu tomo muito torsilax e muito paracetamol, e isso é uma das coisas que acabam afetando o meu estômago. E o médico já tinha me alertado sobre o risco e proibido o uso do torsilax”, considerou.



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