15/06/2018 - Mitos e verdades sobre a doação de sangue é tema de palestra



A apresentação além de sanar dúvidas, alertou ao público sobre a importância do ato voluntário que pode salvar vidas

O Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no dia 14 de junho, foi lembrado durante palestra “Junho Vermelho – Mitos e verdades sobre a doação de sangue”, ministrada pela enfermeira Anna Carolina Rodrigues, aos usuários do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do HGG, nesta quarta-feira, 13 de junho.

A palestra além de sanar dúvidas, teve como intuito alertar sobre a importância da doação de sangue. Uma ação altruísta feita através de um gesto voluntário que pode salvar vidas. A enfermeira ressalta que o gesto simples, de uma única doação, pode ajudar de três a quatro pacientes.

Quanto às dúvidas, a mais recorrente entre o público é sobre possíveis alterações no sangue. Este é um dos principais medos da população e também um dos maiores mitos sobre o assunto. Anna esclarece que o ato de doar não causa nenhuma alteração na espessura ou viscosidade do sangue.

Outras dúvidas recorrentes são quanto à doação de pacientes diabéticos e mulheres em período menstrual. Segundo a profissional, o portador do diabetes pode doar desde que não faça o uso de insulina. Caso o diabetes estiver controlado apenas com alimentação ou hipoglicemiantes orais, e não apresente alterações vasculares, o portador da doença pode sim participar deste ato voluntário.

Quanto a mulheres em período menstrual, estas podem doar desde que não apresentem nenhum distúrbio de coagulação. A enfermeira alerta ainda sobre portadores de pressão alta, que assim como o diabetes, desde que façam o uso de medicação via oral e estejam com os níveis pressóricos estáveis, podem também fazer a doação de sangue.

Além disso, o ato deve ser realizado com intervalo mínimo de 60 dias para homens e 90 dias para as mulheres. E após um procedimento endoscópico, é obrigatório aguardar o período de seis meses para que seja feita a doação.

Outro destaque da palestra foi sobre a nova Unidade Coletora de Sangue do HGG, que está em funcionamento há menos de dois meses, auxiliando o banco de sangue a suprir a demanda por meio de doações que podem ser feitas no próprio hospital. Além disso, foram distribuídos folderes com informações sobre os pré-requisitos para que seja feita a doação de sangue.

Florizete da Costa, de 52 anos, aguardava por consulta e contou sobre a sua experiência como doadora. “Há cinco meses, eu doei pela primeira vez e fiquei muito emocionada. Me arrependi de não ter feito a doação desde a juventude. Foi neste dia eu percebi a importância ao descobrir que, se um dia eu precisar, por ter sangue O negativo, só posso receber sangue também negativo, assim como a minha família. E por isso irei sempre doar e fazer campanha para as pessoas da minha família doarem, inclusive os jovens, para que comecem agora e não parem nunca”, ressaltou.



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