27/07/2018 - HGG realiza primeiro transplante de fígado de Goiás



Equipe do Serviço Estadual de Transplantes Hepáticos apresentou nessa quinta-feira, 26 de julho, o primeiro paciente beneficiado

O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG lançou nesta quinta-feira, 26 de julho, o Serviço Estadual de Transplantes Hepáticos. A novidade foi anunciada no Auditório da unidade e contou com a presença da equipe de transplantes, diretoria do hospital, do gerente da Central Estadual de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de Goiás, Fernando Augusto Castro e do secretário de saúde Leonardo Vilela. O HGG foi habilitado em janeiro de 2018 pelo Ministério da Saúde e será a unidade de referência para estes procedimentos.

De acordo com o chefe do Serviço Estadual de Transplantes Hepáticos do HGG, Claudemiro Quireze Júnior, a equipe começou a ser estruturada há mais de um ano, e é composta por quatro cirurgiões, uma hepatologista, além dos anestesistas. “Neste período, o Hospital trabalhou para atender às exigências legais para atender o serviço de transplante, além de fazer a aquisição de materiais. É um grande orgulho e a sensação de um sonho realizado. Esse preparo do HGG não foi rápido, e é considerada uma mudança de paradigma”, explicou o médico.

O secretário Estadual de Saúde, Leonardo Vilela, destacou que esse foi primeiro transplante de fígado no Estado de Goiás, sendo um momento histórico, e um marco para a medicina não só do HGG, mas de todo o Estado. “Assim que assumimos a secretaria em 2015, chamamos a equipe do Idtech, que junto conosco, faz a gestão desse hospital. É importante sempre lembrar que o HGG é ONA 3, e hoje inclusive busca uma acreditação internacional. Não canso de dizer que esse aqui é um hospital SUS, gratuito, principalmente para as pessoas que mais necessitam. E o grande paradigma que nós quebramos foi oferecer um excelente serviço com profissionais de saúde extremamente qualificados, que estão entre os melhores de Goiás”.

Leonardo aproveitou para reforçar que o HGG se tornou referência em transplantes em 2017, quando lançou o Serviço Estadual de Transplantes Renais. “O nosso objetivo cada vez mais é transformar o HGG em um hospital referência em alta complexidade, referência em transplantes. Já o fizemos na área de transplante renal. Hoje somos o maior transplantador de rim do Centro-Oeste Brasileiro. Entre os 200 hospitais que transplantam rim, estamos entre os 10 que mais realizam. Nos sentimos muito orgulhosos e queremos aplaudir este trabalho e toda equipe que participou”, ressaltou.

O gerente da Central Estadual de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos de Goiás, Fernando Augusto Castro ressaltou a importância da parceria com o HGG. “Estamos trabalhando com essa equipe há oito anos para que conseguíssemos realizar o primeiro transplante. Para a Central representa uma melhora em toda a logística, desde quando há doação, até o implante dos órgãos, porque reduz o tempo que esses órgãos vão estar fora de um corpo. Em outros casos, representa para a saúde goiana, a redução dos custos, porque a gente encaminhava os pacientes para outros estados, para realizarem o transplante lá. E agora podemos receber os pacientes daqui e dar uma melhor qualidade de vida para eles também", destacou.

A cirurgia
Na última quinta-feira, 19 de julho, o HGG realizou o primeiro transplante hepático no Estado. A cirurgia durou cerca de 8 horas, tempo considerado rápido pela complexidade da cirurgia. O paciente, Marcelo Mazão, tem 54 anos, continua internado na unidade para tratamento com imunossupressores (medicamentos), e deve receber alta nesta sexta-feira, 27 de julho.

O paciente muito emocionado, explicou que o seu estado de saúde era muito grave e que o transplante está dando a oportunidade de uma nova vida. “Estou me sentindo muito feliz, me sentindo outra pessoa. Tenho certeza que minha vida já estava por um triz. Eu nunca perguntei aos médicos quanto tempo tinha de vida, mas pelas conversas dava para sentir que eu não chegaria nos 55 anos, que faço em novembro. Eu não sentia nada, a única coisa que eu tive foram os olhos amarelos. Meu problema era cirrose e câncer. Fiz exames e foi detectado que o problema era só no fígado. Eu quero reforçar a importância das pessoas serem doadoras, mas ainda mais, para a família respeitar essa vontade”.




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