01/08/2018 - Representante do Corpo de Bombeiros promove palestra no HGG



Regras gerais, atendimento rápido às vítimas de grandes desastres e Sistema de Controle de Incidentes foram os temas abordados no treinamento realizado na última sexta-feira

Os colaboradores que atuam no Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, participaram na última sexta-feira, dia 27 de julho, do treinamento sobre “Situações de Catástrofes e Múltiplas Vítimas”, ministrado pelo sargento André Veloso Ferreira, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás – CBMGO. A iniciativa faz parte do conjunto de ações pontuais promovidas pelo departamento de Gerência de Pessoas – GDP.

Regras gerais foram abordadas, como o números de emergências, checagem de equipamentos, caixas de incêndio em perfeitas condições de uso e extintores em locais de fácil acesso, devidamente carregados e revisados. Além disso, é preciso que as equipes sejam orientadas a usar esses equipamentos.

O sargento deu ainda dicas para evitar que situações de sinistro ocorram, como o desligamento de aparelhos elétricos ao término da jornada de trabalho, pois são os principais causadores de incidentes. E ainda que não se coloquem trancas em portas de halls, portas corta-fogo ou outras saídas para áreas livres. Ou seja, é de grande importância que essas passagens estejam sempre desobstruídas.

Já em casos de incêndio, a regra é informar o mais rápido o possível ao Corpo de Bombeiros e para que o atendimento seja mais rápido e preciso, se possível, que se informe o número de acidentados e o local mais específico, facilitando assim o trabalho dos profissionais que irão prestar atendimento, principalmente em locais de grande extensão.

Outro ponto importante abordado foi quanto ao cenário atual em frente às novas tecnologias, em que pessoas se aglomeram por curiosidade e usam celulares para gravar o acontecimento e acabam atrapalhando o serviço das equipes. É preciso evitar essa aglomeração de pessoas para não dificultar o acesso dos profissionais e manter a área junto aos hidrantes livres para manobras.

Além disso, profissionais que não estejam atuando na situação podem ajudar se preparando para uma possível evacuação do prédio. E em situações de envolvimento, o ideal é que se caminhe sempre junto à parede para não perder o sentido do local, e que o toque à parede seja feito com as costas das mãos para evitar choques elétricos e que se mantenha a calma.

O sargento apresentou ainda aos colaboradores presentes o Sistema de Controle de Incidentes (SCI), que tem por objetivo uma maior organização nas grandes operações de socorro, com atendimento a múltiplas vítimas, onde se torna necessária a gerência de muitos recursos e diversas demandas.

Para a eficácia desse sistema, o profissional prestou, ainda, informações para socorro rápido de vítimas de catástrofes, como o método Start de triagem. Este método é usado quando o número de vítimas é maior do que o número de profissionais da equipe que irá atender às vítimas, priorizando as que precisam de socorro imediato.

Entre os exemplos de grandes catástrofes, com atendimento a múltiplas vítimas, o sargento citou o caso do 11 de setembro e a catástrofe ambiental de Mariana, em Minas Gerais. “Casos como esses possuem características como alto risco e grande complexidade”. Entre os problemas mais comuns no atendimento ao desastre de massa, estão a Insuficiência de pessoal, as condições ambientais, interferências externas e dificuldade em lidar com vítimas traumatizadas psicologicamente.

Núzia Lemes, técnica de enfermagem do trabalho do SESMT e brigadista da unidade, ressaltou que o treinamento foi de grande importância, principalmente, pelo fato reforçar os conhecimentos passados durante os simulados de emergência, feitos mensalmente no hospital. “Veio ao encontro do que nós brigadistas sempre falamos durante os simulados, como manter a calma, ficar atento aos alarmes sonoros e visuais e realizar a evacuação em casos de sinistros.”

O condutor Jean Pantoja do Vale conta que com base na rotina do hospital e o grande fluxo de pessoas, incluindo pacientes e acompanhantes, vê o treinamento como algo fundamental quando se trata de situações de risco, juntamente com a falta de informações. “Como colaborador, pude agregar informações úteis para agir da forma devida, como, por exemplo, coordenar pessoas e manter a calma em uma possível evacuação, tendo em mente entradas e saídas do hospital e as rotas de fuga. E o treinamento serviu para reforçar sobre acidentes com grande quantidades de vítimas e, por meio disso, ter um entendimento ampliado quanto ao sistema usado pelo Corpo de Bombeiros”, destacou.




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