05/09/2018 - Palestra alerta usuários do AMA sobre esclerose múltipla



Residente em neurologia explicou principais sintomas e tratamento da doença na última sexta-feira, 31 de agosto

O Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG promoveu a palestra O que é esclerose múltipla, na última sexta-feira, 31 de agosto, para usuários do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA). O residente em neurologia da unidade Vicente Mamede abordou os principais sintomas, características e tratamento para a doença.

Conforme explicou o médico, a esclerose múltipla é uma doença autoimune que atinge, geralmente, mulheres de meia idade. Os traços genéticos estão muito relacionados ao aparecimento da doença, assim como o alcoolismo, a exposição a alguns tipos de vírus durante a adolescência - como o Epstein-Barr, da família da herpes -, obesidade na adolescência e deficiência de vitamina D nas primeiras décadas de vida.

Uma das particularidades da esclerose múltipla são os surtos clínicos. "Diferentemente de outras doenças neurológicas, como, por exemplo, o AVC, em que a pessoa perde funções rapidamente dentro de horas, na esclerose os surtos podem acontecer ao logo do dia, por alguns dias ou até mesmo semanas. A pessoa começa a perder funcionalidade dos membros e até mesmo da visão, o que caracteriza as principais áreas de ataque da doença: a medula espinhal, nosso cérebro e o nervo óptico", explicou Vicente.

O residente também esclareceu que ainda não há cura para a doença, mas tratamento para a prevenção dos surtos clínicos, já que ao longo da evolução da doença é possível se recuperar desses episódios e suas sequelas. "Entretanto, a carga lesional no cérebro é mantida ao longo do tempo e isso vai fazer com que a doença se torne progressiva posteriormente. Então, se a pessoa não tiver tratamento adequado para a prevenção desses surtos, com a evolução da esclerose a pessoa pode se tornar incapacitada." Vicente destacou ainda que os medicamentos utilizados para o tratamento são disponibilizados pela farmácia de alto custo do Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive com novos remédios mais modernos e importados.

O diagnóstico da esclerose múltipla é feito pela neuroimagem, em que a carga lesional do cérebro é verificada pela ressonância magnética, além de testes para ver o potencial da visão e da coleta do líquido da coluna espinhal para análise. "A doença não tem cura, mas é possível prevenir que os pacientes fiquem incapacitados. Se o diagnóstico for feito precocemente a pessoa pode levar uma vida normal, como qualquer outra pessoa", ressaltou.




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