21/09/2018 - Idtech mobiliza sociedade e entidades em defesa do direito à acessibilidade



Ato público realizado nesta quarta-feira, 19 de setembro, reuniu instituições de amparo às pessoas com deficiência. Evento faz parte das ações do Setembro Verde

O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) realizou nesta quarta-feira, 19 de setembro, um ato público em defesa das pessoas com deficiência. O evento foi realizado na Praça Abrão Rassi, em frente ao Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG. Na Semana Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o objetivo da ação foi conscientizar a população da importância do respeito ao direito à acessibilidade.

O diretor-administrativo do HGG, Alessandro Purcino, destacou que esta é uma luta por reconhecimento de direitos que já são reconhecidos na constituição e nas leis, mas que infelizmente nem sempre são lembrados no nosso dia a dia. "Nós temos em nosso hospital, além de pacientes, colaboradores com algum tipo de deficiência que têm seus direitos agravados por quem não se preocupa em respeitar essas leis", afirmou. Alessandro lembrou ainda que o hospital tem realizado algumas ações, como a reforma da praça com acessibilidade para o trânsito livre de qualquer pessoa, assim como as calçadas ao seu redor, que foram, em parte, reformadas. "Porém, a obra não foi concluída e isso por uma falha do poder público, que não cobra a retirada dos quiosques instalados sobre a calçada, o que impede a adaptação para acessibilidade. Este é apenas um detalhe entre tantos outros do dia-a-dia", reforçou.

O presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES-GO), Liorcino Mendes parabenizou o Idtech pela realização do evento e lembrou que já foi apresentada no CES e aprovado por unanimidade uma moção enviada para os órgãos responsáveis para que a lei seja cumprida e as calçadas ao redor do HGG sejam desobstruídas e possam passar por reforma de acessibilidade. "Temos que agregar à luta para que a gente tenha uma sociedade melhor. Sem dúvida alguma, essas calçadas acessíveis construídas pelo Idtech e HGG não beneficiam somente as pessoas com deficiência, mas toda a população, e tornam nossa cidade mais civilizada, moderna, inclusiva e com mais direitos e respeito às pessoas", disse.

Já o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás (Adfego), André Jonas de Campos, salientou que a luta da pessoa com deficiência é constante e o Setembro Verde serve como mês de conscientização. "A luta, entretanto, é diária para que as leis sejam efetivadas, não apenas por parte do poder público, mas por toda a sociedade." No mesmo sentido, o presidente da Associação de Deficientes Visuais do Estado de Goiás (Adveg), Aldenor Carneiro dos Santos, reforçou que pessoa com deficiência precisa ser tratada com a mesma dignidade que são tratadas as demais pessoas. "O direito à acessibilidade é pressuposto básico para valorização do ser humano em toda sua dimensão, respeitando as suas particularidades, porque todos temos o direito de ter acesso aos bens e serviços públicos em nossa sociedade", disse.

A vereadora e presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal, Cristina Lopes, provocou o público à reflexão sobre o que está sendo construindo no dia a dia, pensando qual é a cidade e o ambiente ideal. "Se a calçada não é adaptada, se não há rebaixamento na via, esses ambientes é que são deficientes, não a pessoa que precisa desse acesso. Essa congregação de pessoas que lutam pela causa e por fazer diferença é que nos move nesse sentido."

Encerrando os discursos, o presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CDPCD) da OAB-GO e da Organização Acessibilidade para Todos (OAT), Hebert Batista Alves, disse que entrou nesta luta há quatro anos, após sofrer um acidente automobilístico, quando adquiriu a deficiência física. "Passei a conhecer esse mundo e fazer comparações, perceber as limitações que são impostas pela sociedade. Sentindo na pele, resolvi entrar nesta causa e como advogado e jurista me senti na obrigação de cobrar que as leis fossem cumpridas para tentar fazer alguma coisa, tentar modificar essa cultura. O mundo que atende a pessoa com deficiência, atende a todos, então precisamos ter esta consciência", reforçou.

Evento
O ato público contou com a apresentação da Banda Inclusiva Luar, da Vila São Cottolengo, que apresentou canções da música brasileira, do sertanejo universitário, passando pelo forró e MPB. Após a solenidade, pessoas com e sem deficiência foram convidadas a fazer uma caminhada nas calçadas ao redor do HGG para mostrar a diferença de se transitar em áreas com e sem acessibilidade. Com cadeiras de rodas, muletas e vendas de olhos, pessoas que não possuem deficiência puderam vivenciar as dificuldades de se transitar em locais não adaptados e entender a importância da acessibilidade.



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