24/09/2018 - Ação do HGG alusiva ao Alzheimer atende 140 pessoas



Saúde na Praça desta sexta-feira, 21 de setembro, contou com orientações de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas

O Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG realizou sexta-feira, 21 de setembro, a edição do Saúde na Praça alusivo à doença de Alzheimer. Nesta data, em todo o mundo, são realizadas ações com o intuito de conscientizar a população sobre a doença. O evento, realizado na Praça Abrão Rassi, em frente ao hospital, contou com atendimento gratuito e orientações de profissionais de enfermagem, psicologia, fisioterapia, neurologia e psiquiatria.

Conforme explicou o psiquiatra e neurologista Leonardo Prestes, o esquecimento de coisas rotineiras é basicamente o primeiro sintoma da doença. "Existe uma crença de que o esquecimento é normal à medida que a pessoa vai envelhecendo, mas quando causa prejuízo para a pessoa, como tomar remédio, controlar seu dinheiro, suas contas, suas roupas não é normal. Geralmente a memória passada, até mesmo a memória da infância, só vai ser prejudicada em fase muito avançada da doença", ressaltou.

O diagnóstico é feito pelo médico especialista, já que ainda não existe um exame que diagnostique com precisão se é Alzheimer ou não. "Todos os exames são feitos para descobrir se não há outro motivo para o esquecimento. Por isso é preciso buscar o médico especialista como neurologista, psiquiatra ou geriatra que trabalhe com essa área de memória para o diagnóstico correto da doença", explicou Leonardo Prestes.

Ainda de acordo com neurologista e psiquiatra, por ser uma doença neurodegenerativa, a doença de Alzheimer não tem cura, mas o tratamento pode mudar a história da doença. "O tratamento faz com que a qualidade de vida da pessoa e de sua família melhore. Conseguimos fazer com que o avanço da doença seja mais lento, assim o sucesso no tratamento é muito grande e satisfatório. Por isso, quanto mais precocemente o diagnóstico for feito, melhor."

Alessandra Rodrigues de Oliveira, de 41 anos, participou do Saúde na Praça pela primeira vez. Ela diz que ficou sabendo da ação ao chegar no HGG para uma consulta. "Achei ótimo o atendimento. A minha mãe tem Alzheimer então vim para saber como lidar com a doença. As orientações que recebi aqui hoje vão ser muito úteis", elogiou.

Além das orientações com os profissionais, as pessoas que foram até o local puderam conversar com representantes da Associação Brasileira de Alzheimer e Doenças Similares de Goiás (ABRAZ–GO), que realiza no HGG reuniões mensais com portadores da doença e cuidadores. Representando a Abraz, Antonio Rodrigo da Silva, explicou que o foco da associação é no cuidador do portador da doença. "O grupo é formado para orientar, apoiar os cuidadores, levando informações para saber como é a evolução da doença. O foco é no cuidado com o cuidador, como um apoio emocional, porque a doença afeta o paciente e toda a família. Esse tipo de atividade numa praça, aberta ao público, é essencial para levar informação às pessoas."



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