20/09/2018 - Oficina de Arte oferece novas experiências aos participantes



Auxiliados pelo professor Alexandre Liah, pacientes e acompanhantes exploram sua criatividade na atividade, que ainda contribui para o tratamento hospitalar

Apesar de acontecerem quinzenalmente, sempre às terças-feiras à tarde, as Oficinas de Arte proporcionam momentos únicos e repletos de singularidade aos pacientes e acompanhantes que têm a chance de participar. Selecionados pela equipe de terapia ocupacional do HGG, em torno de dez pacientes descem ao Jardim da Solistência e participam, por cerca de uma hora e meia, da atividade de humanização, que tem como objetivo estimular a interação social, a cognição, a afetividade e ainda motivar o paciente à adesão ao seu tratamento de saúde.

Alguns sentem mais dificuldade, seja pela mobilidade reduzida ou pela falta da ideia sobre o que pintar, já outros, parecem ser íntimos dos pincéis, apesar de muitos nunca terem estado frente a uma tela. E assim, ajudados por seus acompanhantes, amigos ou familiares, e ainda com o auxílio do professor e artista plástico voluntário Alexandre Liah, vão surgindo traços, formas, paisagens, animais e outros desenhos nas telas. Nas feições dos pacientes, sorrisos, seja satisfação de ter alcançado o resultado desejado ou ainda por terem superado mais um desafio oferecido.

Internado devido a problemas de coração, José Luiz da Cruz, de 54 anos, foi categórico ao afirmar que não gostava de arte, mas aprovou a atividade. Ele participou da última Oficina do HGG, realizada nesta terça-feira, 18 de setembro. “A única matéria que tirava zero na escola era essa, desenho, mas me destaca na sala de aula em redação e matemática. Mas hoje fiquei curioso para participar e gostei. Foi bom sair da rotina!”

A atividade proporciona ainda que o paciente consiga desfocar a atenção da doença e do seu estado físico e emocional, o que contribui ao tratamento hospitalar. Iolanda Osória da Silva, de 52 anos, estava internada para retirada de balão gástrico e também quis participar. “Nunca tinha pintado antes. É bem relaxante! Pintei um Ipê, porque vi pela cidade e estavam lindos. Fiquei com eles gravados na memória. Essa atividade é muito boa, porque a gente não deixa de estar preocupado com o procedimento, como no meu caso, que vou retirar o balão. Então aqui é um momento de tirar essa pressão psicológica. Gostei, deu pra relaxar”, avaliou a paciente do Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO).



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