27/09/2018 - Goiás tem maior crescimento em transplantes renais do país



O estado está entre as cinco unidades federativas que apresentaram um número maior de transplantes renais em 2018

O Serviço de Transplantes Renais do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG registrou, no primeiro trimestre de 2018, um crescimento de 100% no número de transplantes renais realizados na unidade. O comparativo é em relação ao mesmo período do ano passado. Dos 37 transplantes realizados em todo o Estado de Goiás no primeiro trimestre, 31 foram no HGG.

No último levantamento, até agosto de 2018, a unidade registrou um total de 92 transplantes renais. E neste ano, no dia 19 de julho, realizou o primeiro transplante de fígado do Estado, lançando o Serviço de Transplantes Hepáticos do HGG.

Felizmente, Goiás está na contramão dos índices gerais do país. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes, o Brasil registrou uma queda de 10% no número de transplantes renais no primeiro trimestre de 2018, quando comparado ao mesmo período de 2017. Goiás e outros quatro estados (Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará) apresentaram o aumento.

Para coordenador do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do HGG, Marcelo Rabahi, além dos bons resultados em relação ao número de transplantes realizados, é importante que os processos sejam satisfatórios. “A avaliação dos casos transplantados no ano de 2018 mostra que 92,3% dos pacientes do HGG obtiveram sucesso com o procedimento. “Esses dados trazem a certeza que a decisão de implementação do serviço de transplante renal foi acertada e o trabalho multidisciplinar desenvolvido na instituição deve continuar”, completou.

O importante agora, conforme destacou Rabahi, é promover ações para incentivo à doação de órgãos. “Só vamos conseguir aumentar esses números e diminuir a fila de espera se aumentarmos a quantidade de doadores”, inferiu.

Gastos

A prevalência de doenças renais crônicas vem crescendo na maioria dos países, consequentemente também existe um aumento de internações e consumo de recursos financeiros. O SUS tem um papel importante no atendimento ao paciente com doenças renais, e, atualmente, é o responsável pelo financiamento de 90% dos tratamentos de pacientes que se encontram em terapia renal substitutiva – como a diálise, que inclui a hemodiálise e diálise peritoneal. “O transplante renal representa uma alternativa custo-efetiva para o tratamento das doenças renais crônicas, por isso, devemos investir cada vez mais tanto no incentivo da doação de órgãos quanto no investimento dos serviços de transplante no setor público”, sugeriu.

O serviço de transplante renal do HGG, implantado no ano passado, já realizou 149 transplantes.




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