28/09/2018 - Palestra aborda Dia Nacional da Doação de Órgãos, no AMA



Psicóloga e coordenadora da Coremu, Telma Noleto, falou sobre mitos e verdades sobre a doação, nesta quinta-feira, 27 de setembro

O Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG promoveu palestra sobre o Dia nacional da Doação de Órgãos, nesta quinta-feira, 27 de setembro. O tema foi abordado pela psicóloga e coordenadora da Residência Multiprofissional (Coremu) da unidade, Telma Noleto, que falou sobre mitos e verdades e da importância deste ato de solidariedade.

Inicialmente, Telma explicou que órgãos, tecidos e até mesmo ossos podem ser doados para outra pessoa, destacando que essa doação pode ser feita em vida ou após a morte. Podem ser doados em vida órgãos como rim, parte do fígado e do pâncreas, porém, doador e receptor precisam ser compatíveis para o sucesso do transplante. "Todos nós podemos ser doadores e ninguém é velho demais para isso, não existe idade. É necessário apenas que a pessoa esteja saudável e a equipe de saúde que vai avaliar se é possível realizar o transplante", afirmou Telma.

A psicóloga esclareceu uma das dúvidas mais recorrentes, que é sobre o diagnóstico de morte encefálica. Ela explicou que a morte cerebral é comprovada por meio de diversos exames e atestada por médicos de diferentes áreas. A retirada dos órgãos só acontece quando o diagnóstico é assegurado pela equipe médica e é feita seguindo os parâmetros de cirurgia moderna. Desta forma, o corpo do doador não apresentará deformidades e não impedirá que velório e enterro sejam realizados de acordo com os desejos da família.

Outro ponto importante destacado na palestra foi a necessidade de se deixar expressa para a família a vontade de realizar a doação. "A lei mudou. Antigamente era necessário colocar no documento de identidade se a pessoa era ou não doadora de órgãos. Isso fez com que o número de doadores caíssem e a fila dos transplantes, consequentemente, aumentasse. Por isso, agora é importante que a família saiba do desejo de se fazer a doação para que ela tenha segurança de tomar esta decisão em um momento delicado", explicou.

Podem ser doados rins, pulmões, coração, fígado, pâncreas, córneas, ossos, peles, válvulas cardíacas e medula, esta última feita apenas em vida. "Uma doação pode salvar até 17 pessoas, e isso é muito bonito. Significa que um corpo que não vai ser útil para aquela pessoa que morreu pode salvar diversas vidas. É um ato de amor, a pessoa precisa ter a generosidade de acreditar que mesmo você não vivendo, pode fazer com que outras pessoas permaneçam vivas", ressaltou a psicóloga.



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