02/10/2018 - JOCHAR é encerrada com palestra e visita ao CEAD



Presidente da regional Goiás da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Jued Tuma, falou sobre estratégias de prevenção e tratamento de diabetes

O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG recebeu a palestra “Diabetes: estratégias de prevenção e tratamento para alterar o status atual da doença”, no último sábado, 29 de setembro. O tema foi abordado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia – Regional Goiás, Jued Tuma, e encerrou a programação da V Jornada Científica do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG (JOCHAR).

O médico levou para o público estudos internacionais e guidelines de tratamento da doença utilizados em outras unidades de saúde. Tuma abordou ainda as relações multidisciplinares no tratamento do diabetes, chamando a atenção dos profissionais de saúde para o cuidado com o paciente e diagnóstico mais detalhado.

O endocrinologista ressaltou que são cerca de 425 milhões diabéticos no mundo, sendo que cerca de 212 milhões de pessoas têm diabetes e não sabem, pois ainda não foram diagnosticadas. “É fundamental atividades como essa que tivemos no HGG, uma jornada científica para multiplicarmos o conhecimento, com troca de experiências em relação ao diabetes, suas complicações, seu manejo e, principalmente, sua prevenção. Ajudam a repensar nossa colocação frente a essa patologia silenciosa e devastadora”, afirmou.

Após a palestra, foi realizada uma visita ao Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD), unidade anexa ao HGG. O grupo conheceu a estrutura de consultórios, auditório, espaço para treinamento, central de atendimento telefônico e cozinha experimental. “Fiquei maravilhado com o projeto, com a capacidade de atendimento e, principalmente, com a multidisciplinaridade entre vários médicos de diversas especialidades, associados a fisioterapeutas, equipe de enfermagem e psicólogos, tudo na atenção ao paciente diabético”, ressaltou Jued Tuma.

O médico destacou ainda que a interdisciplinaridade é fundamental no tratamento da doença, já que o paciente muitas vezes é atingido por outras complicações crônicas de órgãos-alvo que não se relacionam diretamente com os órgãos produtores de insulina, como, por exemplo, coração, rins, olhos, nervos periféricos, pequenas e grandes artérias. “Não podemos ter uma visão ‘glicocêntrica’, como costumo dizer, visando só a glicemia e o paciente ser visto só pelo clínico ou endocrinologista. Então, realmente é preciso ter essa multidisciplinaridade e essa interdisciplinaridade entre as pessoas que cuidam do diabetes para um melhor resultado no tratamento, com menos complicações e visando aumentar a expectativa de vida do paciente”, encerrou.




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