02/10/2018 - Juizado de Anápolis se reúne com entidades para fomentar capacitação e emprego para jovens em conflito com a lei



Organizado pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Anápolis, Carlos Limongi, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, projeto integra instituições do Sistema S, autarquias, executivo municipal, ONGs, entidades e empresários

Nesta quarta-feira, 3 de outubro, o Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Anápolis será sede da 2ª reunião do grupo de trabalho responsável pela execução de projetos de profissionalização dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas na cidade. O encontro será mediado pelo juiz da Infância e Juventude de Anápolis, Carlos Limongi Sterse, em parceria com o Ministério Público do Trabalho. A reunião será a partir das 9h da manhã no auditório da unidade socioeducativa.

O grupo é fomentado pelo Juizado de Anápolis, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), e conta com a integração da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sebrae, Itego, CDL, Acia, Base Aérea de Anápolis, Idtech, Gecria, executivo municipal dentre outras entidades públicas e privadas de Goiás. Na reunião será articulado, além da capacitação, o direcionamento dos jovens em conflito com a lei ao mercado de trabalho.

“Nossa proposta é formar uma rede de atendimento e encaminhamento dos adolescentes que cumprem todo o tipo de medida socioeducativa, criando uma nova oportunidade para ele, proporcionando um novo caminho para a efetiva mudança de vida e socialização”, explica o juiz fundador do projeto, Carlos Limongi Sterse.

O adolescente João Souza, que cumpre medida de internação no Case de Anápolis, disse que deseja possuir um curso na área de informática e acredita que se tiver capacitado, conseguirá com mais facilidade uma reinserção social. “A gente entra nessa vida muitas vezes por falta de oportunidade. Se eu conseguisse sair daqui com um curso e, quem sabe, já com um emprego em vista, será mais fácil seguir a vida lá fora”, refletiu.

Na ocasião será apresentada a sala de informática montada pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) com o intuito de promover cursos básicos de informática e apoiar as atividades pedagógicas oferecidos pela Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte.

Case de Anápolis

O Case é uma instituição de retaguarda do Juizado da Infância e Juventude e tem capacidade para abrigar até 80 adolescentes entre 12 e 18 anos incompletos que cumprem medidas socioeducativas de internação. O local conta com alojamento individual, além de salas para cursos profissionalizantes, auditório, galpão industrial e quadras poliesportivas.

A proposta do Idtech contempla o desenvolvimento de atividades relacionadas a educação, cultura, esporte, lazer e recreação, além de profissionalização, saúde, segurança, dentre outros, nos pressupostos da gestão humanizada e participativa. A organização social está desenvolvendo um trabalho humanizado envolvendo a participação dos adolescentes, colaboradores e seus familiares.
Nome fictício em obediência ao Estatuto da Criança e do Adolescente



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