03/10/2018 - Outubro Rosa no HGG começa com palestras sobre prevenção e direito da mulher com câncer



Programação segue ao longo do mês com atendimento na praça, mutirões de reconstrução mamária e mamografias e saraus com cantoras mulheres

Outubro começou e, com ele, a maior campanha de conscientização feminina e da sociedade sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, tipo que mais acomete mulheres no mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na segunda-feira, 1 de outubro, o Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG abriu as atividades da Campanha com palestras sobre prevenção e direito da mulher com câncer para colaboradores da unidade. O mastologista, preceptor da residência em Mastologia do HGG, Rogério Bizinoto, apresentou dados da doença, fatores de risco e falou sobre a prevenção secundária, que é realizada com a procura ao profissional de saúde anualmente após os 20 anos e, semestralmente, para mulheres com alto risco, que já têm histórico de casos na família.

Ao final, o profissional abriu um momento de perguntas, entre elas, quando realizar a mamografia. “É uma dúvida muito comum sobre qual a idade ideal para começar a mamografia, que é 40 anos. Outra é sobre o que causa o câncer de mama, mas eu costumo dizer que o mais importante é a idade e todo o restante é complementar e a gente orienta”. Rogério esclareceu ainda sobre a necessidade de retirada total da mama. “Toda a paciente com câncer tem a necessidade de tirar a mama? Não é verdade, a doença tem que ser retirada como um todo, desde que permita uma avaliação estética da mama aceitável. Então, não é preciso tirar a mama em todos os casos”.

O mastologista ressaltou a prevenção como fator primordial ao sucesso do tratamento, já que, quanto antes diagnosticada a doença, maiores serão as chances de cura. “Se a paciente foi diagnosticada do estágio um da doença, ela tem em torno de 92% de sobrevida de câncer de mama em cinco anos, ou seja, a cada 100 mulheres tratadas, 92 vão estar vivas e saudáveis cinco anos após a doença. Esse índice vai reduzindo no estágio dois para cerca de 80%, no estágio três para 60 e 70% e estágio quatro para cerca de 30%. Portanto, quanto mais cedo, maior a chance de cura”, alertou Rogério.

Na sequência, quem palestrou aos presentes foi a advogada especialista em Direito Médico, Hospitalar e da Saúde, Vanessa Lemes, sobre o tema “Direitos do Paciente com Câncer”, ao lado do advogado especialista em Direito Civil e Previdenciário, Massiminiano Fernandes. “Infelizmente a informação não chega para todas as pacientes e elas têm todas as dúvidas possíveis, assim como os profissionais, por isso é sempre importante procurar um apoio jurídico para saber todos os direitos e deveres tanto da paciente, quanto do profissional”, destacou Vanessa.

Contudo, a especialista ressaltou que a maior dúvida das pacientes é sobre a reconstrução mamária. “Elas fazem o procedimento de mastectomia total ou parcial e, às vezes, não conseguem a cobertura pelo SUS ou pelo plano de saúde e, infelizmente, têm que recorrer ao judiciário para conseguir, pois é um direito dela ter a reconstrução mamária, fazer uma cirurgia plástica estética reparadora, que é considerada uma decorrência daquele tratamento de câncer”, explicou. Já o advogado Massiminiano falou sobre outros direitos da paciente com câncer, como isenção de imposto de renda e outros tributos, e alguns benefícios, como desconto na compra de veículos, se for uma necessidade da paciente

Programação

Palestras educativas com foco na prevenção do câncer de mama serão proferidas dias 8 e 22 de outubro para pacientes e acompanhantes que estiverem aguardando consultas no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), oportunidade em que poderão tirar dúvidas com os residentes de mastologia presentes. Também no dia 22 de outubro, destaques para as palestras para o público interno (colaboradores, médicos e residentes) ‘Aspectos Psicossociais no Tratamento de Câncer de Mama’ e ‘Palestra Aspectos Genéticos do Câncer de Mama’.

No dia 11, o Saúde na Praça também será reservado ao tema, enfatizando a Obesidade como fator de risco para câncer de mama. Além dos serviços de aferição de pressão arterial, teste de diabetes e cálculo de Índice de Massa Corpórea (IMC), orientações de nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas estão previstos, e as mulheres acima de 40 anos também receberão instruções de como realizar o auto exame de mama em tenda privativa, para proporcionar mais conforto e privacidade a elas.

Ao longo do mês, um mutirão de mamografia atenderá colaboradoras e terceirizadas, acima de 40 anos, para realizar o exame. As mulheres com laudos que tiverem suspeita de câncer serão encaminhados para o ambulatório de Mastologia do HGG, para a realização de consulta e, se necessário tratamento o quanto antes.

A programação do Sarau do HGG, que acontece semanalmente às quintas-feiras, também estará mais rosa, com apresentações musicais de cantoras mulheres. Já a oficina de arte com os pacientes, no dia 2 de outubro, também terá o tema como sugestão de pintura, sob a orientação do artista plástico e professor voluntário Alexandre Liah. A fachada do HGG também estará iluminada na cor da campanha e, ao longo do mês, colaboradores também vestirão a cor rosa, em adesão ao movimento.



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