Goiânia, 12 de dezembro de 2017    




Notícias

(11/10/2017) Profissionais esclarecem população sobre Cuidados Paliativos

A ação alusiva ao Dia Mundial de Cuidados Paliativos levou na manhã desta quarta-feira, 11 de outubro, a equipe multiprofissional do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP) do HGG para tenda montada na Praça do Bandeirante

Desconfiadas, aos poucos as pessoas que passavam pelo cruzamento das avenidas Goiás e Anhanguera paravam para dar atenção aos profissionais que ali estavam perguntando: ‘Se fosse o seu último dia de vida, o que seria importante para você?’ Muitos se assustavam, outros respondiam arredios que não gostavam de falar de morte, mas alguns mostravam-se interessados em responder e ouvir o que os profissionais de saúde tinham a dizer.

A ação alusiva ao Dia Mundial de Cuidados Paliativos, celebrado no próximo sábado, 14 de outubro, levou a equipe multiprofissional do Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP) do Hospital Alberto Rassi – HGG para tenda montada na Praça do Bandeirante, no centro, na manhã desta quarta-feira, 11 de outubro. Das 7 às 13 horas, os profissionais abordaram e conversaram com cerca de 400 pessoas de todas as idades, que passaram pelo local, sobre os desejos que elas gostariam de ver atendidos no seu último dia de vida e explicando o que são cuidados paliativos.

Entre as opções apresentadas, ter a companhia de parentes, amigos e até de animais de estimação, comer suas comidas favoritas, pedir perdão ou dizer ‘eu te amo’ a alguém, autorizar a doação de seus órgãos, morrer em casa ou contar – ou abrir mão – de rituais religiosos. O objetivo é que essa conversa seja é estimular esse bate-papo também no âmbito familiar.

A aposentada Anita Ferreira, de 62 anos, já tinha conhecimento sobre os Cuidados Paliativos e achou a ação relevante. “Achei muito interessante e importante que as pessoas atualizem a mente e o corpo”, comentou, após responder à pesquisa sobre qual seria suas respostas à pergunta feita pelos profissionais do HGG. “Das opções eu acho que escolheria praticamente todas, não quero morrer sozinha, mas também não quero ficar descuidada, é importante que as pessoas não se isolem”.

A fisioterapeuta do NAPP, Geovana Pacheco, relata que a equipe notou que, em um primeiro momento, há uma resistência muito grande das pessoas em falar sobre morte. “Ela (a morte) não é conversada em âmbito familiar e por isso as pessoas se afastam desse assunto. Mas a partir do momento que falamos para elas que nós temos um ciclo de vida e que precisamos entender que a morte chega e que, em vida, nós temos a chance de decidir o que queremos de condutas dentro desse processo, elas começam a aderir e entender a nossa proposta, dos cuidados paliativos, para que seja um momento menos sofrido”, explicou.

Já Daura Galvão Cardoso, de 62 anos, aproveitou o momento e conversou com a equipe sobre a situação atual da sua mãe que, acamada após um Acidente Vascular Encefálico (AVE), vive sob os cuidados dos filhos, que têm opiniões bem diferentes sobre os cuidados da mãe, que mora no Rio de Janeiro. “Cada um dos meus irmãos tem um pensamento divergente sobre a tratativa dela, que também é diferente do que eu penso. Eles não gostam de falar de morte, mas acho que, da próxima vez que eu for visitá-la, vou usar isso que ouvi aqui como uma forma de entrar no assunto, assim como o panfleto para me dar suporte”, falou com vários panfletos da ação em mãos, ressaltando a opinião dela sobre o final da vida. “Enquanto temos vida é importante expormos nossas vontades. A minha escolha seria ter conforto e alívio de dor, mas talvez a da minha mãe seja outra”.


Fonte: IDTECH






IDTECH - Todos os direitos reservados

Rua 01, Qd. B-1, Lt. 03/05 nº 60 - Térreo, Setor Oeste, Cep. 74115-040, Goiânia/GO
Telefone: 62 3209-9700