09/02/2018 - Saúde na Praça atende mais de 200 pessoas em ação focada no Carnaval



População recebeu orientação sobre saúde sexual e teve acesso a testes rápidos de sífilis. Evento foi realizado nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, na Praça Abrão Rassi

O Hospital Estadual Alberto Rassi - HGG realizou nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, uma edição especial do projeto Saúde na Praça com o objetivo de conscientizar a população para uma folia de Carnaval mais segura. Entre os serviços gratuitos, a disponibilização de testes rápidos de sífilis, doença cujos casos aumentaram mais de 400% em Goiás.

A ação, aberta ao público e realizada na Praça Abrão Rassi, em frente ao HGG, atendeu 218 pessoas entre 7 e 12 horas. Três pessoas tiveram o diagnóstico de sífilis nos testes rápidos e foram encaminhadas para tratamento na rede básica. A população contou também com serviços de aferição de pressão, distribuição de preservativos, orientações com equipe multiprofissional sobre saúde sexual e cuidados com a alimentação.

A chefe do serviço de Ginecologia do HGG, Sandra Portela, destacou que o objetivo foi alertar a população com relação às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e a importância da prevenção no Carnaval. "Queremos conscientizar as pessoas sobre a necessidade da prevenção e de fazer os exames para verificar a saúde, orientando sobre o comportamento sexual responsável, não apenas nos dias de folia", explicou.

Maria Marques aguardava consulta no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) quando ficou sabendo do evento e resolveu aproveitar os serviços oferecidos e verificou a pressão e fez o teste rápido para sífilis. "Esse atendimento é muito importante. É sempre bom fazer os exames para saber se a saúde está em dia", elogiou. Vilma Ramos Rodrigues também participou da ação. "É a primeira vez que venho a esse projeto e gostei muito. O exame foi muito tranquilo, agora vou pegar outras orientações", afirmou enquanto aguardava o atendimento médico.

Palestra
Também nesta quinta-feira, pacientes e acompanhantes aguardavam por atendimento no AMA assistiram à palestra "No Carnaval, cuidado redobrado com doenças sexualmente transmissíveis". O tema foi abordado pela técnica do IST/Aids, Cenília alves de Jesus Ramos. Na explanação, foram abordados com mais ênfase três tipos de infecções sexualmente transmissíveis: a sífilis, o HIV e as hepatites virais.

A palestrante destacou que o índice de sífilis vem aumentando entre a população devido à falta de prevenção, alertando que as gestantes precisam ter ainda mais cuidado e fazer corretamente todos os exames do pré-natal para que o bebê não seja infectado. "Os primeiros sintomas da sífilis são lesões leves, finas, geralmente sem dor na região genital, chamadas de cancros duros. Essas lesões podem desaparecer e a doença ficar encubada no organismo, evoluindo para uma segunda fase com lesões mais complexas que começam a aparecer nas plantas dos pés e das mãoes. Caso não seja feito o tratamento adequado, a sífilis atinge sua fase mais perigosa, atingindo o sistema nervoso central, podendo levar a sequelas sérias e irreversíveis. Por isso é tão importante o diagnóstico correto e o mais cedo possível", ressaltou.

Cenília abordou ainda a questão da prevenção do HIV, HPV e hepatites virais, ressaltando a importância do uso de preservativos nas relações sexuais. "O Carnaval é uma época de diversão e alegria e não há nada de errado em se divertir. Entretanto, é importante destacar que é preciso ter cuidado e responsabilidade, ficando atendo aos comportamentos de risco e mantendo sempre o sexo seguro", frisou.

Sífilis
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível, contagiosa, caracterizada por cancros ou lesões nas regiões genitais e que pode apresentar sintomas variáveis e graus de gravidade, conforme a exposição de cada indivíduo. É causada pela bactéria Treponema pallidum que tanto pode ficar latente no organismo -sem muitos sintomas- como também, nas pessoas reinfestadas, levar a quadros mais graves de adoecimento. De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES), de 2013 a 2016 constatou-se aumento de 453% de sífilis adquirida, 31% de sífilis em gestantes e 107% de sífilis congênita.



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