13/04/2018 - Pacientes do HGG são orientados sobre os cuidados com a saúde da voz



Informações foram repassadas nesta quarta-feira, 11 de abril, em celebração ao Dia Mundial da Voz, pela fonoaudióloga do HGG, Mariela Vidal

Em alusão ao Dia Mundial da Voz, comemorado no dia 16 de abril, os pacientes do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG, foram orientados pela fonoaudióloga da unidade, Mariela Vidal, sobre os cuidados com a saúde vocal. A palestra, que ocorreu nesta quarta-feira, dia 11 de abril, no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), esclareceu sobre a prevenção dos danos às cordas vocais e alimentos que prejudicam a saúde da voz, além disso os pacientes puderam sanar dúvidas com a profissional.

A fonoaudióloga explicou que os músculos da garganta, assim como qualquer outro, devem ser aquecidos antes de serem submetidos a esforços, com o objetivo de evitar a fadiga e o desconforto vocal. Além disso, a hidratação das cordas vocais proporciona melhor flexibilidade e vibração sendo recomendável a ingestão de pequenos goles de água enquanto estiver falando.

Ressaltou ainda fatores prejudiciais à voz, como a ingestão de cafeína e refrigerantes, que podem provocar o refluxo que, devido ao ácido, pode irritar as cordas vocais. Além disso, a mudança brusca de temperatura, ao ingerir bebidas muito geladas ou muito quentes, produz choque térmico no organismo e alimentos como chocolate, leite e seus derivados aumentam a secreção do muco no trato vocal, induzindo a produção de pigarro.

Mariela destacou também que se deve evitar a automedicação, como o uso de pastilhas que anestesiam e acabam por mascarar a dor e o esforço vocal durante o período de rouquidão. E caso houver mudanças na voz ou rouquidão persistente, que não esteja relacionada a algum resfriado, por mais de 15 dias é importante procurar um otorrinolaringologista, especialista em nariz, ouvido e garganta para diferenciar as causas da disfonia.

Existe ainda outras comorbidades que podem prejudicar a saúde vocal, como o crescimento de nódulos bilaterais, câncer de laringe e traumas psicológicos. Além do mais, o uso intensivo da voz, abusos vocais e tabagismo podem gerar o edema de Reinke. Uma lesão na camada superficial da prega vocal, caracterizada pelo acúmulo de fluído, de forma irregular. Embora possa haver outras causas, como doenças da tireoide, refluxo e mau uso da voz, a causa mais frequente é devido ao consumo de cigarro.

Para concluir, os pacientes foram orientados a fazerem dois exercícios para a voz, como a técnica do bocejo e suspiro, de forma sonorizada mas, sem fazer nenhum tipo de esforço, com o intuito de relaxar a prega vocal. A técnica busca reduzir os ataques vocais bruscos, auxiliar na projeção vocal e proporcionar um ajuste equilibrado do aparelho fonador. Outro exercício foi puxar o “R” do trava-língua: “O rato roeu a roupa do rei de Roma”, como forma de aquecer e desaquecer a voz.

Maria Regina de Souza, de 66 anos, acompanhou a palestra e a achou ótima para a alertar sobre os cuidados com a saúde vocal. “Tenho problemas de respiração como falta de ar e fadiga, devido o peso e conhecia sobre o assunto. Mas foi boa para alertar a população.”

“O meu corpo fala comigo. Escute o corpo de vocês!”, disse a fonoaudióloga, destacando que a dor é um sintoma que algo está acontecendo. E alertou que a prevenção é sempre o melhor remédio. “Alterações vocais mais graves, acabam não sendo diagnósticas pois o paciente não leva em consideração mudanças na voz, como a rouquidão. E no momento dessas campanhas, temos um alerta maior e as pessoas ficam mais cuidadosas. É o período em que diagnosticamos muitas alterações que poderiam ter sido antes e com impacto menor na saúde vocal. Se diagnosticamos uma lesão cancerígena no início, o que vai ser feito e proposto pelo médico não será tão agressivo, quanto se a doença estivesse avançada. É muito importante alertar sobre a prevenção.”



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