Goiânia, 27 de julho de 2017    




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(11/08/2014) Pacientes e músicos comemoram um ano de Sarau do HGG

Primeiro aniversário do projeto de humanização foi festejado com apresentação coletiva dos músicos no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do Hospital Alberto Rassi – HGG

Com música. Não haveria forma melhor para comemorar o primeiro aniversário do projeto Sarau do HGG. Realizado na noite desta quinta-feira, dia 7, no Ambulatório de Medicina Avançada do Hospital Alberto Rassi – HGG, o evento reuniu grandes artistas, pacientes, colaboradores e convidados, entre os quais a presidente da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Valéria Perillo, e Geralda Albernaz, patronesse do projeto. Os parceiros fizeram apresentações solos, e depois cantaram todos juntos a música “O que é o que é”, de Gonzaguinha.

Durante a comemoração estiveram presentes os músicos Amauri Garcia, Aline Araújo, Elen Lara e os Corais Empresarial e Coralina, Coral Vozes da Terra, Darwinson de Melo, Eduardo Bassan, Éricka Vilela, Grupo Escala, Luiz Wagner, Marcos Morgado, Muniz, Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de Goiás, Orquestra de Violeiros do Estado de Goiás, Senhoras do Cerrado, Volcemor Mesquita, Willian José Pereira, e Xexeú.

A primeira apresentação da noite foi da harpista Aline Araújo, que desta vez levou consigo a violinista Renata Benfica para um dueto. De acordo com a musicista, o projeto Sarau do HGG é também uma forma de inclusão para ela, que foi criada em um orfanato e depois adotada pela cantora Sarah Araújo. Aline agradeceu a coordenadora do projeto, Lili Moreira, entregando a ela uma partitura como forma de reconhecimento pelo trabalho desempenhado no HGG. “Para mim o Sarau é um projeto muito especial porque vem de Deus. A música cura a alma dos pacientes, e nós músicos temos que nos sentir honrados por estar aqui.”

Figura carimbada do Sarau do HGG, Amauri Garcia não poderia deixar de participar da comemoração do primeiro ano do projeto. De acordo com o cantor e compositor que já se apresentou três vezes na unidade, suas experiências com o projeto foram todas diferentes. Ele explica que cada vez que vai até o HGG encontra uma situação, pacientes e emoções distintas. “É incrível como as pessoas receberam bem esse projeto. Todo hospital é naturalmente um ambiente de tristeza, preocupação e doença, mas quando a gente participa do Sarau a gente sai leve, flutuando”, ilustra.

Realização. Este é o sentimento de Darwinson de Melo por ser parceiro do projeto. Ele conta que o Sarau do HGG foi uma decisão acertada do hospital, já que a arte é o caminho mais curto para encantar as pessoas e levar alegria para quem precisa. “Pela reação dos pacientes, eu percebo que o Sarau do HGG tem cumprido bem o seu papel de resgatar vidas. São os rostos dos pacientes com um grande sorriso, são os pedidos musicais que eles fazem sempre, alguns cantam com a gente e se emocionam, tudo isso é motivador para nós que estamos do outro lado.”

Apesar de ser a primeira vez que participa do Sarau do HGG, Juarez dos Santos se emocionou com as apresentações musicais. Ele está internado na unidade há quatro dias para tratar problemas da próstata, e conta que é colecionador de discos. O estilo musical preferido pelo paciente é o sertanejo que costuma ouvir no seu radiola, aparelho de som antigo utilizado para tocar vinil. “Eu moro na fazenda, beira de mato mesmo. Quando chega o pessoal todo, eu passo a mão na radiola, na lanterna, e levo todo mundo para o córrego para ouvir uma moda boa.”

Santos aprovou a iniciativa de levar a música para o hospital. Segundo ele, ouvir uma boa música é divertido, e pode ajudar pacientes como ele a se sentirem menos solitários e mais em casa. Ele reconhece ainda que, embora ele esteja há poucos dias internado, existem pessoas que passam mais tempo em um hospital do que com os próprios familiares. “A gente fica fora de si, e aí escuta uma música e já dá aquela melhorada, alegra né?!”, completa o paciente.

Sarau do HGG
Inserido no programa de humanização do Hospital Alberto Rassi – HGG, o Sarau é realizado semanalmente de duas formas: itinerante, na qual o cantor passa por todas as enfermarias, Centro de Terapia Intensiva e agora no Ambulatório de Medicina Avançada – AMA, ou na recepção central, onde há o piano de cauda. O projeto teve início no dia 5 de agosto de 2013, e desde então já contou com a participação de mais de 50 músicos voluntários.

A coordenadora do projeto, Lili Moreira, agradeceu a contribuição e presença de todos os parceiros. De acordo com ela, o Sarau do HGG só é possível graças ao trabalho dos músicos que se dispõem voluntariamente para se apresentarem para os pacientes e colaboradores. “Foi fantástico. Todos vocês fazem parte da história do HGG”, reconheceu


Fonte: IDTECH






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