Goiânia, 22 de novembro de 2017    




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(05/09/2014) Goiás sedia curso para membros do Nós Podemos na região Centro-Oeste

Capacitação tem como objetivo criar núcleos municipais do movimento e disseminar os objetivos do milênio. Treinamento segue até a sexta-feira, dia 5 de setembro

Apresentar ferramentas de mobilização em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e formar multiplicadores. Estes são os objetivos do curso que está sendo ministrado desde segunda-feira, dia 1º de setembro, para os representantes dos núcleos do movimento Nós Podemos da região Centro-Oeste. Goiás, como articulador regional, sedia o treinamento que reúne cerca de 30 pessoas dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e do Distrito Federal, e segue até o dia 5 de setembro, sexta-feira. O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), como coordenador do núcleo goiano, operacionalizou o treinamento.

A capacitação é ministrada por representantes do Movimento Nós Podemos Paraná, em parceria com o Programa das Ações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e Secretaria- Geral da Presidência da República. A partir de então, os núcleos estaduais terão como responsabilidade a municipalização dos núcleos ODM, para que em 2015 sejam lançados os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Durante o treinamento, os representantes regionais serão capacitados para trabalharem com os indicadores e seminários de mobilização.

A intenção, explica Maria Aparecida Zago, que é coordenadora do Movimento Nós Podemos Paraná e secretária de mobilização do Movimento Nacional pela Cidadania, é fazer com que os oito objetivos sejam conhecidos por todos e trabalhados em conjunto com os municípios dos Estados. “Municipalizar não é prefeiturizar o movimento, mas sim apresentar os objetivos e trabalhar junto ao poder público para o alcance das metas. Estamos nos unindo em torno de uma causa, e não de um projeto. O movimento é como uma orquestra, precisamos de todos os talentos reunidos”, pontua.

A oficial de fortalecimento municipal do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ieva Lazareviciute, esclarece que o maior desafio do movimento ainda é mobilizar mais pessoas envolvidas com os Objetivos do Milênio. De acordo com ela, inicialmente foi criado um núcleo nacional, posteriormente os estaduais, e agora deve-se, portanto, formar os núcleos e colegiados municipais. “Não adianta falarmos de ODM somente em âmbito nacional quando nós temos um país tão grande e diverso. A gente tem que traduzir o que cada item desses objetivos significa globalmente, mas também explicar isso para a comunidade.”

Responsabilidade Social
Como forma de motivar os núcleos regionais a praticarem ações de responsabilidade social, atingindo, sobretudo, os ODM, o movimento Nós Podemos Goiás apresentou no terceiro dia da capacitação, quarta-feira, dia 3, o projeto Alfa Down, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Inserido no Programa de Referência em Inclusão Social – PRIS da Instituição, o projeto atende por semestre cerca de 100 pessoas portadoras da Síndrome de Down, de acordo com a representante da PUC-GO e articuladora do PRIS, Ana Beatriz Machado.

A iniciativa foi uma das 50 selecionadas pelo Prêmio ODM Brasil em 2012, no segmento educação. Ana Beatriz explicou aos participantes do treinamento que o projeto prevê o desenvolvimento da socialização e integração das pessoas portadoras da doença por meio da informática, que funciona como um processo facilitador da alfabetização. “O nosso projeto não substitui a escola básica, e a gente deixa isso bem claro para os familiares. A intenção aqui não é criar uma dependência dos pais das crianças portadoras da Síndrome de Down, mas sim uma emancipação dessas pessoas, queremos que elas sejam totalmente independentes”, reforça a articuladora.

Para Ana Beatriz, o projeto pode ser considerado um exemplo para os demais núcleos regionais desenvolverem em seus Estados. “O Alfa Down tem um grande papel para a inclusão social. A gente mostra que é preciso aceitar qualquer pessoa, independente de sua característica e sua diferença, como parte de um todo. Todos nós temos os mesmos direitos de cidadania, de participação e de oportunidades”, completa.




Fonte: IDTECH






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