Goiânia, 30 de abril de 2017    




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(11/09/2014) HGG realiza I Jornada de Cuidados Paliativos

Evento acontece na unidade nesta sexta-feira, 12 de setembro, e tem como objetivo esclarecer e definir o tipo de tratamento à sociedade

Muito mais comum do que se imagina. Assim podem ser definidos os cuidados paliativos. Para alguns, o tipo de tratamento dá conforto e qualidade de vida para aqueles que estão acometidos por doenças terminais. Para outras pessoas, que são aversas aos cuidados acreditando que o ente querido ainda pode se curar, o tratamento não pode nem ser citado. Para esclarecer e definir critérios, orientações e abordagens para incluir pacientes neste tipo de tratamento, o Hospital Alberto Rassi – HGG realiza nesta sexta-feira, 12 de setembro, a 1ª Jornada de Cuidados Paliativos, que traz como tema: “A combinação da ciência e do humanismo para amenizar o sofrimento”.

O evento, que será realizado das 07h30 às 18 horas, no Auditório do HGG, contará com várias palestras e mesas redondas, além da apresentação da jovem Aline Araújo com sua famosa harpa paraguaia, que recepcionará os participantes. Segundo a assessora de Planejamento do hospital, Cristina Bernardes, as inscrições superaram as expectativas. “Muitos profissionais da saúde, da assistência, se inscreveram para a Jornada. A procura pelo evento foi muito grande. Estamos esperando em média a participação de 80 pessoas”. Para sanar as dúvidas e quebrar os mitos existentes relativos aos cuidados paliativos, seis especialistas foram convidados a falar sobre diversos temas. Entre os profissionais estão as geriatras Isadora Crosara e Ana Maria Porto Carvas (que atua no HGG), a gastroenterologista Cacilda Oliveira, os psicólogos Dimilson Vasconcelos e Rejane Soares Ferreira, além da médica paliativista Erika Lara Pereira.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cuidados paliativos podem ser definidos como o “cuidado total e ativo de pacientes cuja doença não é mais responsiva ao tratamento curativo”, ou seja, doenças que não apresentam mais resolubilidade e que a prolongação da vida torna-se mais dolorosa tanto para o paciente quanto para a família. Para a coordenadora da equipe de Cuidados Paliativos do HGG, a geriatra Ana Maria Porto Carvas, a falta de discussão sobre o tipo de tratamento se deve à cultura sobre a morte. “Independente de tudo o que possamos fazer, a vida precisa de um desfecho. É algo inevitável. Mesmo com os avanços tecnológicos que proporcionam os avanços na medicina, não é possível viver para sempre. É claro que trabalhamos para ter uma vida longa, com saúde e uma vida com qualidade, mas a única coisa que nos difere é o tempo de que esse desfecho vai acontecer. É aí que entram os cuidados paliativos. É onde cuidaremos deste paciente e de sua família que passam por um momento difícil, de sofrimento”, explica.

Os cuidados paliativos não são destinados somente aos pacientes portadores de câncer, doença terminal. Eles podem ajudar qualquer pessoa que tenha uma enfermidade sem possibilidade de cura. A exemplo delas estão as que são degenerativas como a esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, insuficiência cardíaca terminal sem indicação de transplantes e outras. “O cuidado paliativo vai atuar principalmente no alívio do sofrimento do paciente. A equipe que desempenha este trabalho atuará nas dores, sejam elas físicas, como o desconforto, a fraqueza; espiritual, que é de lidar com a angústia de ter uma doença que evolui para a morte e estar preparado espiritualmente para isso; e a dor social, que envolve os familiares, as vezes para auxiliar naquele pedido perdão que precisa ser executado, na realização de coisas que o paciente ainda quer fazer”, pontua a geriatra.

Segundo Ana Maria, o Protocolo de Cuidados Paliativos será colocado em prática no HGG logo após a realização da jornada. “Percebemos a necessidade de implantar esse tipo de tratamento no HGG por conta do perfil do nosso usuário. Hoje temos pessoas idosas e frágeis e, em sua maioria, com doenças crônicas degenerativas. Diante dessa situação, montamos uma equipe de profissionais e traçamos protocolos. O paciente que for receber os cuidados paliativos continuará sendo tratado, além desta equipe, pela mesma que já o atende. É um trabalho em conjunto entre as equipes, o paciente e a família”, completa a coordenadora.

Programação
A 1ª Jornada de Cuidados Paliativos acontecerá das 07h30 às 18 horas. Confira abaixo a programação e seus respectivos palestrantes:

8:00 – Palestra: Como definir critérios, orientações e abordagem para inclusão dos pacientes em Cuidados Paliativos
Palestrante: Isadora Crosara – Médica geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e gerontologia e especialista em Cuidados Paliativos pela AMB, Cuidados Paliativos – pallium/ Oxford e Toronto University.

9:00 – Palestra: Aspectos éticos, legais e as diretivas antecipadas de vontade do paciente em Cuidados Paliativos.
palestrante: Cacilda Oliveira – Médica gastroenterologista, especialista em Medicina Interna. Especialista em Clínica Médica. Conselheira CREMEGO.

10:00 – Intervalo

10:30 – Palestra
: Sobre Morte e Morrer
Palestrante: Dimilson Vasconcelos Bezerra – Psicólogo Clínico e Hospitalar. Especialização em Psicologia Hospitalar pela Universidade de Santo Amaro – UNISA/SP. Formação clínica em Terapia de Vidas Passadas pelo Hospital Espírita Casa de Eurípedes. Membro do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Alberto Rassi – HGG.

14:00 – Palestra: Abordagem da dor física e emocional em Cuidados Paliativos
Palestrante: Rejane Soares Ferreira – Mestre em psicologia pela UNB. Neuropsicóloga pela PUC-Go. Curso de Avaliação e Tratamento da dor crônica pela USP. Professora de Graduação e pós-graduação da PUC-GO.

15:00 – Palestra: A combinação da ciência e do humanismo para amenizar o sofrimento
Palestrante: Erika Lara Pereira. Medicina Paliativista PA Casa do Cuidar – SP. Residente de Medicina de Família e Comunidade. Professora do Departamento de Medicina da PUC-GO. Mestre em Imunologia. Odontóloga de Distúrbios Respiratórios do Sono.

16:00 – Intervalo

16:30 – Mesa Redonda – Apresentação e discussão multidisciplinar
Mediação: Ana Maria Porto Carvas – Médica geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e coordenadora da equipe de Cuidados Paliativos do Hospital Alberto Rassi – HGG.

18:00 – Encerramento


Fonte: IDTECH






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