Goiânia, 25 de abril de 2017    




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(16/09/2014) Visitantes do CTI se surpreendem com desafio da higienização das mãos

Nesta segunda-feira, em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Sepse, os visitantes foram convidados a conferir palestras e a participarem da ação

Quem foi visitar o ente querido que está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Alberto Rassi – HGG nesta segunda-feira, 15 de setembro, teve uma programação um tanto quanto diferente. Após as orientações prestadas pelas psicólogas na Sala de Acolhimento, todos puderam obter informações sobre a sepse, doença mais conhecida como infecção generalizada.

No início, a enfermeira da Educação Continuada, Fabrícia Cândida, ressaltou a importância em higienizar as mãos sempre e da maneira correta. “Imaginem só: quantas bactérias não existem em um corrimão, no ônibus e no próprio celular que manuseamos o dia todo? Infelizmente, poucas pessoas se lembram de lavar as mãos até mesmo antes das refeições. As nossas mãos acumulam inúmeras bactérias que podem se transformar em doenças e acometer várias pessoas”. Mas a diferença entre uma mão limpa e suja só foi comprovada mesmo com o desafio da higienização das mãos.

Com um simulador, os visitantes espalmavam o líquido nas mãos após lavarem as mãos como procedimento de praxe que fazem antes de entrar no CTI. E o susto era grande. “Gente, como minha mão está suja. Nem dá pra perceber que está tão suja assim”, disse Leia Cristina Silva, que visitava o pai. Convidada a lavar as mãos novamente, Leia pôde constatar: é preciso reforçar a higienização das mãos. “Lavei e parecia que estava bem limpa, mas ainda não estava. Preciso melhorar a maneira de lavar. Vou levar esses ensinamentos para casa, para o meu filho. É importante que a gente aprenda e torne isso um hábito”, disse.

Conforme explica o médico intensivista e coordenador da ala “B” do CTI, Marco Antônio Mendes Castilho Júnior, a sepse não é a infecção que está em todos os locais do organismo. “Inicialmente, a infecção pode estar acometendo apenas um órgão, como o pulmão. Se não tratada a tempo, ela provocará em todo o organismo uma resposta com inflamação em uma tentativa de combater o agente desta infecção, o que pode vir a comprometer o pleno funcionamento de vários outros órgãos. É por isso que não se pode perder tempo com a sepse. Tempo neste caso é vida”, ressaltou.

Quem garante que vai fazer a lição de casa é o aposentado José Luiz da Silva, que foi visitar a esposa. “Agora eu aprendi como se lava as mãos. Vou até começar a andar com um álcool em gel pra tentar manter as mãos mais limpa possível”, conta.

Profissionais
Durante a manhã, os colaboradores do HGG também foram convidados a alinhar o conhecimento sobre a doença. Eles puderam assistir a palestra do coordenador da gerente da Seção de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Andréa Spadeto e também do coordenador da ala “D” do CTI, Alexandre Detlef Richter, que reforçou a importância da higienização correta por parte dos profissionais. “Nós lidamos com pacientes com vários tipos de doenças e, por isso, temos que estar atentos na forma de que nos higienizamos antes de entrar na UTI, no Centro Cirúrgico”, exemplificou.

Sepse
Atualmente, a sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI). A doença mata mais do que o infarto do miocárdio e do que alguns tipos de câncer.

O Brasil possui uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pela sepse. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morrem anualmente.

A sepse é causada por uma infecção bacteriana que pode ter início em qualquer parte do corpo. Os lugares comuns onde uma infecção pode começar incluem:
- O intestino (geralmente visto com peritonite)
- Os rins (infecção do trato urinário superior ou pielonefrite)
- O revestimento do cérebro (meningite)
- O fígado ou a vesícula biliar
- Os pulmões (pneumonia bacteriana)
- A pele (celulite)

Em crianças, ela pode acompanhar uma infecção dos ossos (osteomielite). Em pacientes hospitalizados, os lugares comuns de infecção incluem vias endovenosas, feridas cirúrgicas, drenos cirúrgicos e lesões cutâneas chamadas escaras (úlceras de pressão).

Fonte: IDTECH






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