Goiânia, 29 de maio de 2017    




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(16/09/2014) HGG dá início a ações sobre doação de órgãos

Nesta terça-feira, 16 de setembro, pacientes e acompanhantes do Ambulatório e colaboradores da unidade puderam escrever suas dúvidas sobre o assunto

O Hospital Alberto Rassi – HGG deu, nesta terça-feira, 16 de setembro, o pontapé inicial na Campanha de Doação de Órgãos e Tecidos. Durante a manhã, pacientes e acompanhantes do Ambulatório de Medicina Avançada – AMA puderam anotar suas dúvidas sobre a doação.

A dúvida do aposentado Antônio de Oliveira, que é natural de São Paulo e acompanhava a esposa em uma consulta era se a pessoa portadora de diabetes e que já teve trombose seria uma doadora em potencial. “Acho muito importante falar sobre esse assunto. Sempre vejo na televisão a quantidade de pessoas que estão na fila aguardando ter uma chance de continuar vivendo”, disse o senhor que completou 61 anos.

A dúvida de Elenice Costa Muniz foi a mesma de várias pessoas. A aposentada evita falar sobre o assunto com a família por conta do medo. Segundo ela, ainda há muito o que esclarecer sobre a doação de órgãos e tecidos. “Por mim, o que servir para ajudar outra pessoa, pode retirar. Mas minha dúvida é: será que os médicos não vão antecipar minha morte apenas para dar meus órgãos para outras pessoas? Será que minha morte cerebral realmente vai estar constatada?”.

A costureira Maria Gonçalves de Oliveira, que também tem o mesmo medo que Elenice, define a doação como um gesto de amor. “Doar órgãos e tecidos é uma caridade que a gente faz. A pessoa que tem a morte cerebral devidamente constatada não vai mais precisar dos órgãos e, então, outras pessoas podem continuar vivendo. O problema é o medo que a gente tem de saber os procedimentos”, pontua.

E quando o assunto é cirurgia, ainda há muito o que levar para o conhecimento da população. Essa é a opinião do residente de medicina Rodrigo Bacchi. “Primeiramente é preciso esclarecer para todos o que é a morte encefálica, como ela ocorre, o que ela afeta e, a partir disso, falar sobre a doação. Muitas pessoas têm medo de falar no assunto e isso precisa ser abordado entre as famílias, porque no final das contas quem decide são os parentes”, ressalta.

Programação
Todas as dúvidas que foram anotadas e depositadas na caixa em formato de coração serão esclarecidas e transformadas em uma exposição que ficará na recepção central do hospital, a partir da próxima quarta-feira, 24 de setembro. Ainda no dia, colaboradores, pacientes, visitantes e acompanhantes também são convidados a participar de palestras que acontecerão no Auditório, a partir das 08h30, com profissionais da Central de Transplantes de Goiás.

As duas primeiras palestras do dia serão ministradas pelo médico Luciano Leão Bernardino da Costa, gerente da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Estado de Goiás (CNCDO), que falará sobre o processo de doação, captação e distribuição de órgãos e tecidos no Estados, além da legislação, portarias e resoluções do Sistema Nacional de Transplantes. Às 10 horas, a enfermeira Leila Márcia Pereira de Faria, coordenadora técnica da Central explicará a notificação de morte encefálica e coração parado.

Às 11 horas, o médico intensivista e coordenador da ala “C” do CTI, Alexandre Detlef Richter Filho dá início às suas duas palestras: Diagnóstico de Morte Encefálica e Manutenção do Potencial Doador. A finalização será realizada pela analista de sistemas e coordenadora administrativa da Central, Ana Lídia de Sousa Pacheco, que falará sobre o fluxo de captação e distribuição de órgãos e tecidos.

Já na quinta-feira, 25, todos poderão acompanhar o depoimento de Paulo Henrique de Araújo, paciente da Nefrologia do HGG, que recebeu o transplante de um rim. A palestra acontece às 15 horas, no Ambulatório. O HGG é o único hospital da rede pública apto a realizar transplantes e aderiu ao Setembro Verde, iluminando sua fachada na cor verde, para lembrar o mês de conscientização de doação de órgãos.

Fonte: IDTECH






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