Goiânia, 26 de abril de 2017    




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(25/09/2014) Pacientes esclarecem dúvidas sobre a utilização do marcapasso

Ação foi realizada pelo cardiologista Antônio Malan, nesta quarta-feira, 24 de setembro, no Ambulatório de Medicina Avançada – AMA

O Ambulatório de Medicina Avançada – AMA do Hospital Alberto Rassi – HGG foi palco nesta quarta-feira, 24 de setembro, de uma palestra bastante esclarecedora. Isso porque o cardiologista da unidade, Antônio Malan, que também é membro do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (DECA), da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em comemoração ao “Dia do Portador do Marcapasso”, celebrado na terça (23), esclareceu as dúvidas mais frequentes dos pacientes.

“Existe muita informação errada por aí, como as que dizem sobre a impossibilidade do portador de marcapasso não poder ter contato com aparelhos celulares e eletrodomésticos. A população deve buscar o conhecimento sobre sua doença, seja ela qual for, para que esses mitos deixem de existir”, disse o cardiologista.

Marinalda da Aparecida Silva, que foi aposentada por invalidez, já que possui obesidade mórbida e, em virtude disso desenvolveu um problema no joelho, é um bom exemplo de pacientes que buscam entender sua enfermidade. “Pacientes como eu precisam se esclarecer para melhor conhecer seu corpo, sua doença, porque se a gente não se conhece, a força de lutar contra é menor. Para sararmos, a primeira condição é buscar o conhecimento”, aborda.

Paciente do Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO), Marinalda está caminhando para realizar a tão esperada cirurgia bariátrica. Mas alguns problemas ainda a deixam preocupada. “Eu tenho alguns desmaios estranhos e uma falta de ar inexplicável. Há um tempo, fiz um exame ergométrico e atestou que meu coração está fraco. Cheguei até a pensar: será que vou ter que colocar um marcapasso?”, questionou. Segundo Antônio Malan, cada caso é específico e deve ser analisado com precisão. “Não é todo mundo que está apto e que realmente precisa colocar um dispositivo no coração. São casos pontuais e que são devidamente estudados pelos especialistas na área”.

Para demonstrar que colocar um marcapasso para controlar o ritmo cardíaco do coração não é “coisa de outro mundo”, o cardiologista apresentou aos presentes Lindaura Moraes de Borba, de 73 anos e que há cerca de 12 convive com o dispositivo. “O marcapasso me deu uma melhor qualidade de vida. Como vocês podem ver, estou ótima, faço minhas atividades diárias normalmente. É claro que temos que prestar atenção no nosso ritmo e esforço, mas isso não nos limita como dizem por aí”, explica.

“Hoje eu vim para minha consulta e fui surpreendida com essa palestra. Foi muito bom ter visto a explicação do cardiologista e ter recebido também essa cartilha que traz informações importantes pra gente. O HGG está de parabéns, porque sempre está promovendo palestras e outras atividades que nos motivam a entender melhor as doenças e seus tratamentos”, parabeniza Marinalda.

Marcapasso
O Dia do Portador de Marcapasso foi criado pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (Deca). A data, 23 de setembro, foi escolhida em homenagem ao pioneiro da Estimulação Cardíaca no Brasil, Décio Kormann.

Atualmente, são implantados dispositivos eletrônicos. Existe o marcapasso, que corrige as bradicardias (quando o coração bate lentamente); o cardioversor desfibrilador implantável (CDI) que corrige não só as bradicardias como também as taquicardias (coração com frequência acelerada de batimentos); e, por último, o marcapasso multisítio, utilizado em um seleto grupo de pacientes candidatos a transplantes cardíacos e que muitas vezes, pela melhora clínica, retiram estes da fila de transplante.

Todos os aparelhos são compostos por um gerador e eletrodos, que são fios metálicos revestidos por uma fina camada de silicone. Conectados ao gerador, conduzem a eletricidade para o coração. A cirurgia de implantação dos dispositivos é considerada simples. A duração varia entre uma e duas horas, sendo realizada com sedação e anestesia local. Aplicada a anestesia abaixo da clavícula, faz-se uma pequena incisão por onde se isola uma veia, onde os eletrodos são cuidadosamente introduzidos até o coração através de um sistema de raios X, pelo o qual monitora-se o posicionamento correto dos eletrodos.

Depois de testar a posição e o funcionamento dos mesmos, eles são conectados ao aparelho e é implantada uma pequena “bolsa” sob a pele. Para finalizar, o médico fecha o local da incisão. Após o procedimento, o paciente pode ir pra casa em até dois dias. A maioria dos portadores de marcapasso pode retomar as atividades diárias habituais em 30 dias.


Fonte: IDTECH






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