Goiânia, 29 de abril de 2017    




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(26/09/2014) Pacientes do AMA conhecem história de transplantado renal no HGG

Nesta quinta-feira, 25 de setembro, os presentes puderam acompanhar a trajetória de Paulo Henrique de Araújo, que foi operado em 2013 na unidade. Ação aconteceu em comemoração ao Setembro Verde

Quem aguardava por consulta ou a realização de exames na tarde desta quinta-feira, 25 de setembro, no Ambulatório de Medicina Avançada do Hospital Alberto Rassi – HGG, pôde acompanhar uma apresentação sobre doação de órgãos e conhecer a trajetória de vida do jovem Paulo Henrique de Araújo, de 26 anos, que recebeu um novo rim há pouco mais de um ano, no hospital.

O médico intensivista e também membro da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos do HGG, Alexandre Detlef Richter Filho explicou o que os pacientes acompanhariam durante a tarde. “Daqui a pouco vocês vão conhecer a trajetória de vida de um jovem guerreiro. Ele lutou e conseguiu mais uma chance pra viver”.

A ação contou inicialmente com uma breve apresentação teatral interpretada pela enfermeira da Educação Continuada, Fabrícia Cândida, e também pela fonoaudióloga Luciana Motta. Na peça, Luciana, fez o papel de uma médica que contava para Fabrícia que o filho da mesma, internado, precisava realizar um transplante. Fabrícia então entendia o que mesmo teria de doar um órgão, mas, no entanto, ele deveria receber. “A encenação teve como objetivo mostrar para as pessoas que a gente sempre pode estar do outro lado. Nós nunca sabemos o que a vida pode reservar no futuro”, explicou a enfermeira.

Um bom exemplo de quem teve necessidade de receber um órgão para continuar vivendo é Paulo Henrique de Araújo. Hoje, com 26 anos, ele pode fazer suas atividades normais, estudar e já planeja se casar. Mas se não fosse um ato de altruísmo, ele não poderia fazer nada disso. Em 2008, Paulo foi diagnosticado com insuficiência renal. Durante quatro anos e meio ele precisou fazer a diálise peritoneal (técnica que utiliza a membrana que envolve órgãos abdominais e atua como filtro do sangue, removendo excesso de água e toxinas).

Com o rim não correspondendo mais ao tratamento, ele começou a fazer a hemodiálise. Após mais de dois anos na fila de transplante, finalmente houve compatibilidade e um tio de Paulo foi o doador. O transplante foi realizado em abril de 2013, no HGG. “Eu tive que estar em condições para receber um rim. A doação de órgãos é muito importante. Eu ganhei uma nova chance de viver, tenho uma outra vida. É muito importante que a população se esclareça sobre isso, pois se trata de salvar vidas”, disse Paulo.

Quem ainda aguarda pela mesma chance é Pedro da Costa Rocha, de 35 anos. Por ter de realizar hemodiálise três vezes por semana, Pedro teve que se ausentar do trabalho, no qual atuava como vigilante. “Comecei a fazer hemodiálise há um mês. O diagnóstico de insuficiência renal crônica veio em 2010, mas até agora eu estava tentando retardar a doença tomando apenas medicamentos e também cuidando da alimentação. Mas, há um mês, tive que começar a fazer hemodiálise”, conta. Pedro realiza agora exames para entrar na fila de transplantes renais. “Tem muita gente que não sabe do que se trata. Na verdade, não é apenas uma doação de órgãos, é salvar a vida de outra pessoa. Infelizmente, por falta de conscientização, de informações, as pessoas não falam sobre o assunto”, comenta.

As dúvidas coletadas pelos pacientes e colaboradores foram respondidas pela Central de Transplantes e transformadas em exposição localizada na recepção do HGG. Como exemplo, o médico Alexandre Richter, respondeu um questionamento bastante comum. “Com a morte cerebral de um parente já constatada, se fizermos a doação das córneas o corpo ficará deformado durante o velório e sepultamento?”. “De maneira alguma. As técnicas utilizadas permitem que o corpo do ente querido se mantenha em perfeitas condições. A estética não será afetada se a doação for feita. Devemos pensar que uma outra pessoa, através da doação, terá a chance de continuar enxergando”, esclareceu.

Setembro Verde
Durante o Setembro Verde – o HGG está desta cor para lembrar o mês da doação de órgãos –, os integrantes da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos coletaram dúvidas dos pacientes e colaboradores. As perguntas foram respondidas pela Central de Transplantes e transformadas em exposição na recepção do HGG.

Durante a manhã desta quinta-feira, 25, os colaboradores da unidade puderam acompanhar palestras como a do médico Luciano Leão Bernardino da Costa, gerente da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Estado de Goiás (CNCDO), que falou sobre o processo de doação, captação e distribuição de órgãos e tecidos no Estado, além da legislação, portarias e resoluções do Sistema Nacional de Transplantes.


Fonte: IDTECH






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