Goiânia, 24 de setembro de 2017    




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(04/11/2014) Usuários do HGG recebem informações sobre prevenção do câncer de próstata

Abrindo as programações do Novembro Azul, Hospital Alberto Rassi realiza palestra com o urologista Newton Brenner sobre a doença

“Se eu fizer o exame de toque, minha masculinidade será afetada”. “Prefiro ter câncer a fazer o exame de próstata”. Em pleno século XXI, era da comunicação digital onde a informação ganhou forças inexplicáveis, opiniões como estas continuam a assombrar o mundo. Mas com o intuito de mudar pensamentos como estes, os usuários do Ambulatório de Medicina Avançada – AMA do Hospital Alberto Rassi acompanharam nesta segunda-feira, 03 de novembro, palestra ministrada pelo urologista da unidade e também vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia Seção Goiás, Newton Brenner, sobre o câncer de próstata.

Uma doença que deverá ser diagnosticada em 68.800 mil homens ainda neste ano merece total atenção, ainda mais por ser evitada em conversas rotineiras. Esta é o câncer de próstata. Considerada uma enfermidade de terceira idade, fatores como a idade avançada, histórico familiar, fatores hormonais e dietas ricas em gordura e pobres em vegetais, verduras e frutas são determinantes para seu aparecimento.

Mas, no que depender de Avelar Afonso de Carvalho, de 54 anos, ninguém a seu redor ficará sem saber da importância do diagnóstico precoce da doença. “Desde os 40 anos faço o exame de próstata. Nunca tive nenhum caso na família, tenho hábitos saudáveis e nem por isso deixei de ser homem por fazer esse exame”, diz. Aposentado por invalidez, o morador de Goianira acredita que o maior erro das pessoas é de não querer seguir o caminho certo. “Nós temos a cultura de tratar a doença, e não de preveni-la. Algumas pessoas têm orientação, mas não obedecem. Assim é o câncer de próstata. Todo homem está cansado de saber que terá de fazer este exame em um momento de sua vida, mas a ignorância supera sua vontade de continuar vivendo ao lado da sua família”, ressalta.

Com o diagnóstico precoce da doença, o paciente tem até 90% de chances de ser curado. “Os homens precisam cuidar mais de sua saúde. É preciso frequentar o urologista pelo menos uma vez por ano para obter realizar esses exames e diagnosticar essa enfermidade o quanto antes. Tempo é vida”, pontua o urologista Newton Brenner. Ele lembra ainda que há mais incidência da doença homens da raça negra a partir de 45 anos de idade e pacientes com casos da doença da família.

Quem teve o diagnóstico precoce e está se tratando é Ozorino Vitório dos Santos, de 73 anos. O lavrador de Santa Helena de Goiás descobriu que estava com câncer de próstata há seis meses. Internado há mais de 20 dias, o aposentado já passou por uma cirurgia para a retirada do tumor. “Eu recomendo que todos os homens façam esse exame para saber dessa doença o quanto antes. Não precisa ser machista, é muito simples”, recomenda.

De acordo com o urologista, o tratamento da doença varia de acordo com o tamanho e o tipo do tumor. “Cada caso é bem específico. Podem ser realizados procedimentos como a remoção cirúrgica da próstata, hormonoterapia, radioterapia e também o uso de medicamentos”, finaliza.

Novembro Azul
E as atividades do mês de novembro não param por aí. A fachada do HGG está iluminada de azul e um grande painel alerta sobre a necessidade dos homens se cuidarem. Também está previsto um mutirão de cirurgias específicas para o público masculino, assim como foi realizado no ano passado, por meio do Serviço de Urologia. No dia 14 de novembro o Hospital Alberto Rassi em parceria com o Instituto de Assistência e Pesquisa em Diabetes (IAPD), montará com uma tenda no Parque Vaca Brava, em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Diabetes, com serviços gratuitos à população.


Fonte: IDTECH





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