Goiânia, 28 de maio de 2017    




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(13/11/2014) Transplante de rim é realizado com êxito no HGG

Procedimento foi realizado na manhã desta quarta-feira, dia 12, em adolescente de 16 anos. Doação foi feita por família, que teve um parente com morte encefálica

O Hospital Alberto Rassi – HGG realizou com êxito o transplante de rim no paciente Edgar Hugo Soares, de 16 anos, nesta quarta-feira, dia 12 de novembro. A operação, que demorou cerca de sete horas, contou com uma equipe de oito médicos, especialistas em urologia, nefrologia e anestesiologia. O transplante foi possível graças à sensibilidade de uma família goiana que optou pela doação dos órgãos do parente com diagnóstico de morte encefálica.

A atitude desta família, que não pode ser identificada por razão de uma lei que garante a privacidade dos doadores, ainda é rara em Goiás. De acordo com o coordenador da Central de Transplantes, Luciano Leão, 80% dos casos de morte encefálica tem a recusa da família na hora da doação dos órgãos. “Este é um grande problema. A notificação é obrigatória e toda família precisa ter conhecimento da possibilidade de doar os órgãos”, disse.

O novo rim do adolescente Edgar Hugo Soares já está funcionando. O paciente está no Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde estão sendo monitoradas a frequência cardíaca, pressão arterial e quantidade de urina. “Esta é uma cirurgia muito invasiva e as primeiras 24 horas são críticas porque, devido ao grande sangramento, há risco de trombose”, explica o médico nefrologista Júlio Barreto.

A mãe do paciente, Maurisete Soares de Oliveira, ficou surpresa com a notícia dada pelo médico do filho quando surgiu o potencial doador. “Fiquei muito feliz com essa chance que Deus nos deu”, disse. Segundo ela, descobriu o problema renal do adolescente depois de uma consulta com o neurologista. “Ele tem muitos problemas de insônia e com os exames, descobrimos a insuficiência dos rins”, contou.

Fazem três anos que Edgar faz acompanhamento com os nefrologistas do HGG. Depois de tentar tratamentos somente com remédios, o paciente não teve como fugir da hemodiálise e há um mês precisa fazer então a filtragem do sangue por meio das máquinas na Clínica São Bernardo. “O médico já havia avisado que as alternativas eram transplante ou hemodiálise”, contou a mãe.


Fonte: IDTECH






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