Goiânia, 20 de agosto de 2017    




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(12/01/2015) Paciente transplantada recebe alta do CTI amanhã

Jânia da Silva Guimarães, que há 14 anos tratava a insuficiência renal com a hemodiálise, já está com o novo rim funcionando e fez 4 litros de urina em 24 horas

O rim transplantado da paciente Jânia da Silva Guimarães, de 32 anos, já está em funcionamento. Em 24 horas foram produzidos quatro litros de urina. Amanhã pela manhã, receberá alta do Centro de Terapia Intensiva (CTI), após se estabilizar clinicamente. Consciente, ela está conversando com os familiares e com boas expectativas quanto ao novo órgão.

O Hospital Alberto Rassi – HGG realizou com sucesso na madrugada de quinta-feira, dia 08 de janeiro, o transplante renal na paciente de 32 anos. Na fila de espera pelo órgão há quase um ano, a paciente recebeu um rim de um doador de Santa Catarina, que teve morte encefálica depois de um acidente automobilístico. O procedimento foi realizado por uma equipe de 12 profissionais, sendo nove médicos, e teve duração de cinco horas.

O braço marcado não deixa Jânia mentir. Ela conta que realiza hemodiálise há 14 anos, e que teve de ser encaminhada para este tratamento devido à insuficiência renal que surgiu por causa das complicações que teve durante a gestação da filha. De acordo com a dona de casa, ela desenvolveu eclampsia, e durante o parto teve hemorragia, e também parada cardiorrespiratória. “Quando eu voltei da sedação do parto eu já estava na hemodiálise. Mas, agora estou feliz porque vou ter uma vida nova”, pontua.

Celma Cândido, mãe de Jânia, acompanhou de perto e luta da filha contra a insuficiência renal. Ela explica que depois do parto, a paciente não teve a oportunidade de promover os primeiros cuidados à criança, como trocar fraldas e amamentar, por causa da hemodiálise. De acordo com Celma, Jânia mora em Jataí, interior do Estado, e vinha para Goiânia três vezes por semana para realizar o tratamento, voltando sempre muito debilitada para casa. “Nós estamos muito felizes com esse transplante. Ela acreditou e se preparou para esse momento. Quando o médico falou que ela precisava de um novo rim e passou alguns cuidados que ela deveria ter pela frente, ela fez de tudo para dar certo e até emagreceu para poder realizar a cirurgia quando chegasse o momento.”

O nefrologista Júlio César Barreto, coordenador da equipe que conduziu o transplante de Jânia, explica que o tempo de internação no hospital levará de dois a três meses. Isto porque ela depende de cuidados específicos e medicamentos controlados para que o corpo não rejeite o novo órgão. “A principio ela deverá continuar o tratamento de hemodiálise, pelo menos até termos a certeza de que o rim vai se adaptar bem. Mas, tudo indica que será um sucesso, porque o órgão já deu sinais de bom funcionamento”, comenta.


Fonte: IDTECH





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