HGG recupera calçadas em função da retirada das árvores



Trabalho paliativo servirá para a segurança dos pedestres. Hospital já possui projeto de calçada sustentável, mas quiosques impedem o desenvolvimento

A equipe de Manutenção do Hospital Alberto Rassi – HGG está recuperando as calçadas em volta da unidade, que estavam com buracos decorrentes da retirada das árvores condenadas pela Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA). O trabalho é um paliativo enquanto o projeto da calçada sustentável não é desenvolvido por conta do impasse junto aos quiosques, que se negam a desocupar o espaço de trânsito de pacientes, acompanhantes e colaboradores. O caso está em trâmite na Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços da Prefeitura de Goiânia e Ministério Público.

O projeto da calçada sustentável do HGG foi elaborado pelas arquitetas urbanistas Sheila da Silveira e Rosa Maria Mendes Pacheco, e prevê equipamentos públicos de acessibilidade, como rampas para o acesso de cadeiras de rodas e piso tátil que orientam pessoas com deficiência visual. O modelo atende as orientações do Manual da Calçada Sustentável elaborado pela Prefeitura, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi).

Também estão previstos para o projeto no HGG uma redefinição paisagística, onde árvores de pequeno porte, especiais para ambientes urbanos, serão plantadas para não agredir o ambiente físico (ultrapassar fios elétricos ou quebrar pisos). Todas as árvores serão protegidas com arvoreiras, uma espécie de aramado para evitar que o pedestre tropece ou caia onde está a planta.

Já o piso será de blocos intertravados de concreto, que permitem a permeabilidade do solo. De acordo com o engenheiro ambiental do HGG, Daniel Régis, o modelo da calçada sustentável já foi implantado na Rua 10, no Setor Universitário, e na Avenida T-63. Ele cita outro fator importante, que é o acesso facilitado para os abrigos de resíduos infectante e comum, deixando o processo de recolhimento mais ágil e eficiente.

Os arredores da unidade também terão demarcação de estacionamento para táxis, mototáxis, área de embarque e desembarque, estacionamentos reservados para idosos e pessoas com deficiência física. “Tudo conforme o código de posturas da Agência Municipal de Trânsito (AMT)”, destaca Daniel Régis.



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