Goiânia, 22 de setembro de 2017    




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(02/03/2015) Programa de Residência Médica do HGG forma 29 médicos especialistas

Solenidade de encerramento e confraternização foi realizada nesta quinta-feira, 26 de fevereiro no Auditório e no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do HGG

A noite da última quinta-feira, 26 de fevereiro foi marcada no Hospital Alberto Rassi – HGG pela solenidade de encerramento e confraternização do Programa de Residência Médica da unidade hospitalar. O HGG tem em sua missão o desenvolvimento cientifico e por meio de portaria interministerial, em 2012, obteve sua certificação de Hospital Ensino, pelo Ministério da Educação e da Saúde. Foram formados 29 médicos em 15 especialidades.

O discurso de abertura foi realizado pelo coordenador da Comissão de Residência Médica (Coreme) do HGG, o gastroenterologista Américo Silvério, que agradeceu os residentes, os lembrou da importante missão que possuem para a vida toda e da satisfação da instituição em formar especialistas. Em seguida, o médico endocrinologista Nelson Rassi encantou os presentes com a palestra “A arte de ser especialista”. Ele fez uma comparação com os conhecimentos adquiridos pelos médicos residentes com o incêndio que aconteceu na Biblioteca de Alexandria.

Ele contou a história de Hepátia, que nasceu em Alexandria, cidade do Egito, e cresceu em um ambiente cercado de cultura sendo guiada pelo pai nos estudos. Ela ficou conhecida como “A Filósofa”, já demonstrando cedo sua sabedoria. Escreveu diversos livros e tratados e seus conhecimentos abrangiam a Filosofia, a Matemática, Astronomia, Religião, poesia e artes. Após a morte de Hepátia, a Biblioteca de Alexandria, local em que estavam guardados os seus registros, foi destruída por um incêndio.

Nelson Rassi perguntou para os residentes de que adiantava todo o conhecimento registrado nos livros de Hepátia, se a biblioteca foi destruída e tudo foi perdido. “Nada vale um conhecimento aprisionado. Nada vale a ciência, se ela não sai dos muros da instituição. De que vale o conhecimento, se a medicina naufraga no SUS? De que vale o conhecimento, se 40% dos brasileiros não recebem atendimento secundário ou terciário? É preciso que o nosso conhecimento ultrapasse os muros e ajude quem realmente necessita. Para finalizar o médico deixou um conselho para os residentes. “Usem conhecimento e ética. Mas não esqueçam do principal: o humanismo”.

Davison Fernandes Júnior, que se especializou em Urologia, foi escolhido para falar em nome dos residentes. Ele fez um discurso agradecendo os familiares, os colegas presentes e a instituição que os acolheu durante o período de dois anos. Para finalizar, o diretor técnico do hospital, Rafael Nakamura, parabenizou os novos especialistas e deixou uma reflexão. “Nós médicos, talvez pela rotina, estamos acostumados a tratar os pacientes mecanicamente. Em alguns conselhos do país, o maior índice de denúncias de falta de ética do médico, é da forma como ele atende o paciente. Tratar e curar o paciente pode não ser possível todas as vezes, mas zelar desse paciente, sempre é”.

Após a solenidade, os médicos que agora são especialistas, receberam o canudo com uma homenagem do hospital. O coquetel foi servido no AMA e levou a assinatura da chef Elaine Moura. Os convidados contaram ainda com um serviço de fotos instantâneas. As fotos eram tiradas em um totem eletrônico e impressas instantaneamente.

Especialista em Clínica Médica, Karine Teles Bittencourt disse que se surpreendeu com o período que ficou no HGG. “Aprendi muito não só a parte técnica da medicina, mas também no atendimento humanizado. Aqui existe um sentimento de amizade muito grande entre os residentes e os chefes, e esse clima é passado para o paciente. O que fica pra mim é a sensação de um período que valeu muito a pena que eu não vou esquecer jamais. Gostei tanto que vou fazer outra especialização aqui, desta vez em cardiologia”, informou.

Cibelle Camilo Barbosa fez residência em Nefrologia e disse que durante os dois anos de especialização, sempre contou com o apoio e com a ótima estrutura da instituição. “Estou muito feliz em terminar mais uma etapa da especialização, principalmente em um hospital que me proporcionou uma estrutura adequada, com preceptores que me ajudaram muito. Nos discursos do auditório eu fiquei pensando na questão da humanização, na relação do médico com o paciente. Aqui é exemplo”.



Fonte: IDTECH





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