Goiânia, 29 de maio de 2017    




Notícias

(10/04/2015) Tratamento humanizado no HGG auxilia na recuperação dos pacientes

“Sarau”, “Arte” e “Riso no HGG” fazem parte do Programa de Humanização da unidade e levam música, arte e alegria para os pacientes internados

Humanizar, esse é o maior desafio do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), organização social gestora do Hospital Alberto Rassi – HGG, na unidade hospitalar. No HGG, o paciente não é só um número, não é só uma estatística. Pensando nisso, foi criado um protocolo de atendimento humanizado que é bastante elogiado pelos usuários do hospital. Os benefícios podem ser vistos em todos os cantos.

A unidade segue uma agenda de atividades extras que auxiliam no tratamento dos pacientes. O pioneiro deles, o “Sarau do HGG” foi criado em 2013 e desde então, mais de 400 músicos passaram pelos corredores do hospital. Os benefícios são percebidos tanto para os músicos voluntários, quanto para os pacientes, que se emocionam e relatam que estavam tristes antes da música e que esqueceram por um momento da doença.

O benefício da música no tratamento de doenças foi comprovado em vários estudos, como os divulgados pela American Music Therapy Association-AMTA dos Estados Unidos, e pela World Federation of Music Therapy-WFMT, em Gênova, na Itália. Segundo as pesquisas, a música fala diretamente ao sistema límbico do cérebro (região responsável pelas emoções pela motivação e pela afetividade), contribuindo para a socialização e até mesmo aumentando a produção de endorfina. Por isso, a música pode ser usada no combate à depressão, estresse, ansiedade, no alívio de sintomas de doenças como hipertensão e câncer e no tratamento de doenças crônicas.

É o caso do pedreiro Francisco da Silva, internado no hospital há um mês para a realização de uma cirurgia vascular. Para ele, o Sarau deveria acontecer todos os dias. “Aqui é muito bom. Ajuda a gente a passar o tempo, e traz alegria para as nossas vidas. Até esqueço que estou internado em um hospital. Fazemos muitas amizades aqui dentro, e isso nós vamos levar para a vida toda”, disse.

Em março, o “Sarau do HGG” recebeu a apresentação da única harpista feminina de Goiás, Aline Araújo. Apesar de ter se apresentado outras vezes no hospital, pela primeira vez a musicista tocou no Centro de Terapia Intensiva (CTI). As portas ficaram abertas, e o som da harpa ecoou nos corredores do CTI. Entre as poucas palavras que Síria Maria Ramos Rodrigues que está internada no CTI proferiu, ela disse “Harpa”. Indagada se conhecia o instrumento, ela disse que não conhecia pessoalmente, mas que na Bíblia fala que Davi, servo de Deus, tocava harpa.

Saindo do mundo dos sons e entrando no mundo das cores, o projeto “Arte no HGG”, inserido no Programa de Humanização do hospital, tem como objetivo levar exposições artísticas de temas variados para a unidade, promovendo o acesso à cultura por parte de seus pacientes, acompanhantes e colaboradores. A iniciativa inédita visa contribuir com a melhoria de seus usuários em tratamento tornando a arte como um importante remédio. Já passaram por lá as exposições “Os caminhos da arte de Rucélia Ximenes”, “Senhora das Cores”, da artista Helena Vasconcelos, “Os Anjos do Brasil e “Cidades que encantam”, dos artistas Selvo Afonso e Argus Ridan, “Cor e Cura”, do casal Rôber Cortes e Alessandra Teles e atualmente os artistas plásticos Manoel Santos, W. Bonnardiny e Dilvan Borges expõem os seus trabalhos na exposição “A Imensidão das Cores”.

A paciente Eliene Francisca de Jesus estava internada no hospital para controle do diabetes e por alguns instantes mudou o foco e apreciou a exposição “Senhora das Cores”. “São obras lindas. É bom pra gente recordar momentos da nossa infância, e traz uma lembrança boa”, afirmou. O projeto “Arte no HGG” contempla ainda as oficinas de arte para os pacientes e acompanhantes. Em parceria com a Escola de Artes Visuais (EAV) da Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esportes (Seduce), o HGG realiza quinzenalmente as oficinas que contribuem para o bem-estar e colaboram com a resposta aos tratamentos de saúde.

Internado há dois meses para a realização da cirurgia bariátrica, o balconista Jonhann Faber Frugoni disse que as oficinas contribuem para a recuperação dos pacientes. “Aqui a gente não fica na monotonia como em outros hospitais, só no quarto, tomando remédio e levando injeção. Quando participo dessas atividades, o dia passa mais alegre e tenho uma noite melhor. Essa terapia do desenho e pintura é maravilhosa. Hoje mesmo quando cheguei para pintar, nem vi o tempo passar, quando olhei para trás, todos os colegas de quarto já tinham ido embora. Aqui não temos tempo de estressar no quarto, a gente sabe que está no hospital para se recuperar, mas quando essa estadia vem acompanhada dessas atividades, é muito melhor.”, afirmou.

O professor da EAV, Alexandre Liah orienta os pacientes nas tardes de pintura. “É uma experiência fantástica fazer parte desse projeto. A cada encontro é uma história nova, uma reação de um paciente diferente. Eu percebo que a maioria dos pacientes que vêm para as oficinas, esquecem que estão em um hospital, esquecem que estão doentes, e isso acarreta na melhora do estado de saúde e até da autoestima dele”, disse.

Além disso, desde o início da gestão do Idtech, a organização social se preocupou em melhorar a ambiência do local, proporcionando maior conforto para os pacientes, acompanhantes e colaboradores. Neste período, foram adquiridas poltronas confortáveis para os acompanhantes dos pacientes e enxoval com boa qualidade. No Ambulatório de Medicina Avançada (AMA), foram instalados aparelhos de ar-condicionado, televisores e elevadores para garantir a acessibilidade dos pacientes. Tudo isso contribui para a melhora na saúde e bem-estar dos usuários.

O mais recente projeto do hospital é o “Riso no HGG”. Sempre na última terça-feira do mês, um humorista se apresenta voluntariamente no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) da unidade levando alegria para as pacientes, acompanhantes e colaboradores. A primeira edição contou com a participação de uma das duplas mais conhecidas de Goiás, Nilton Pinto e Tom Carvalho. O projeto já recebeu também os humoristas Delesmano, Dener Bruno, Michel Humorista, Marcos Bazzar, e agora na quarta edição, apresentou Toni Marmo.

Segundo o diretor técnico do HGG, Rafael Nakamura, as atividades de humanização fazem parte do projeto do Idtech de deixar o ambiente hospitalar menos hostil e mais alegre. “Essas atividades quebram a rotina hospitalar e diminuem a angústia de uma internação ou de uma cirurgia”, disse.


Fonte: IDTECH






IDTECH - Todos os direitos reservados

Rua 01, Qd. B-1, Lt. 03/05 nº 60 - Térreo, Setor Oeste, Cep. 74115-040, Goiânia/GO
Telefone: 62 3209-9700