Goiânia, 26 de maio de 2017    




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(30/06/2015) Incêndio no HGG: encenação reuniu curiosos

Simulação de Incêndio realizado na tarde da última sexta-feira, 26 de junho, movimentou os arredores da unidade. Supostas vítimas receberam os primeiros socorros em frente ao hospital e despertaram os olhares de curiosos

A tarde da última sexta-feira, 26 de junho, foi atípica nos arredores do Hospital Alberto Rassi – HGG. Ambulâncias que costumam levar pacientes para unidade, desta vez, fizeram o transporte para outros hospitais. Muita fumaça, gritaria e desespero. Motoristas e curiosos que passavam pela Avenida Anhanguera ficavam perplexos com a quantidade de vítimas ensanguentadas, gritando por socorro e desesperadas a procura de um familiar que poderia não ter escapado.

Todo esse cenário de tristeza, não passou de uma simulação de incêndio, mas poderia ter acontecido de verdade. Sabendo dos riscos que uma tragédia dessa natureza pode ocasionar, o HGG treina anualmente as equipes da Brigada, para que, caso ocorra um incêndio ou algo parecido, os danos sejam reduzidos. Esse é o segundo simulado realizado na unidade, em parceria com o Corpo de Bombeiros.

A área de espera das viaturas do Corpo de Bombeiros foi estabelecida no Batalhão de Salvamento em Emergência que fica a cerca de 300 metros do hospital. A corporação participou do evento com um efetivo de 50 militares, duas unidades de resgate, e outras unidades específicas para esse tipo de ocorrência. Para auxiliar na logística, também participaram a Secretaria Municipal de Trânsito (SMT), SAMU e Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (SIATE).

A ocorrência deste ano foi um curto circuito no quarto andar do hospital, onde atualmente funcionam os serviços de Diálise e de Pulsoterapia. Para não assustar os pacientes e os comerciantes que trabalham ao redor do hospital, foi realizada a divulgação do evento em toda a vizinhança e principalmente dentro do HGG. Uma faixa também foi colocada no portão avisando sobre o Simulado.

A balconista Irene Pereira é casada com um membro da Brigada e foi até a unidade apenas para ver a simulação. Ela ficou próxima ao cordão de isolamento que foi montado em frente o hospital, e bem perto da Avenida Anhanguera. “Estou com um sentimento tão ruim. Por mais que a gente saiba que é mentira, ver as pessoas chorando e gritando, causa muito desespero. Os motoristas que passam por aqui ficam perguntando o que está acontecendo. Todo mundo fica preocupado”.

O pequeno Bruno Cimino, de 11 anos estava na loja de roupas da mãe dele, quando escutou as sirenes do Corpo de Bombeiros. “Eu fiquei assustado, mas depois eu vi que não passava de um treinamento. Tenho um primo que é bombeiro em Brasília, e ele sempre participa desses simulados. Eu acho muito legal”.

As supostas vítimas deste ano foram alunos do Instituto Tecnológico de Goiás (Itego) Sebastião Siqueira, antigo CEPSS. Talvez a encenação que mais se aproximou da realidade incorporando o sofrimento de vítima foi a do estudante de administração Uzimael Francisco Pereira Júnior. Ele gritava bastante e procurou a “irmã”, durante toda a ocorrência. Desesperado e já do lado de fora, ele tentava voltar para conferir o que tinha acontecido com ela, e era amparado pelos brigadistas.

Uzimael disse que o simulado foi um sucesso e que ele quer ser convidado nas próximas vezes. “Eu acredito que conseguimos aproximar em até 90% da realidade. Foi um simulado bastante comovente, todo mundo envolvido, tanto nós atores de mentirinha, quanto os próprios brigadistas que nos deram todo o suporte”. A estudante de enfermagem do Itego/CEPSS Luciana Franco disse que foi uma oportunidade para colocar em prática o que geralmente aprendem na teoria. “Achei muito legal e estou com adrenalina até agora”.

Ao todo foram vinte vítimas com queimaduras, intoxicação pela fumaça, escoriações e fraturas. Entre elas, duas em óbito, duas em estado grave, oito com sintomas leves e sete apresentando apenas escoriações. Além dos brigadistas colocarem em prática o que aprenderam nos cursos teórico e prático, alunos do curso de Gerenciamento de Desastres do Corpo de Bombeiros também passaram por avaliação durante a simulação.

Integrante da Brigada de Incêndio, Carlos Roberto Leandro Dias é auxiliar administrativo e atua na Central de Abastecimento da Farmácia. Ele disse que é o segundo ano que ele participa do Simulado e que este ano exigiu mais dos brigadistas. “Esse simulado foi mais cansativo. Eu, por exemplo, subi e desci as escadas três vezes, carregando vítimas na maca. Mas é muito gratificante o resultado final. Todo mundo ficou envolvido e fez um bom trabalho”.

A Brigada do HGG é composta por mais de 240 colaboradores de todas as áreas e turnos. Além disso, é uma exigência da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que prevê o atendimento aos requisitos básicos da qualidade na assistência prestada ao cliente, cujo princípio é a segurança.


Fonte: IDTECH






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